quinta-feira, 4 de agosto de 2011

A Significância das Iniciações


Considerações Preliminares
Olhemos para estas iniciações sob o ângulo da Vida planetária, na medida em que nos é possível. Há muito tempo temos olhado para elas sob o ângulo da humanidade, o discipulo mundial, assim como sob o ângulo do iniciado individual, mas não deve ser esquecido que estas iniciações também têm um significado planetário. Do ponto de vista da Hierarquia e de Shamballa, elas constituem os principais fatores que tornam possível o processo iniciatório na Terra entre os homens.
Isto naturalmente significa em relação ao nosso Logos planetário. É preciso jamais esquecer que é o progresso avançando sobre o Seu escolhido Caminho cósmico que torna possível todo o processo evolutivo. Assim como um Mestre Que fez a quinta iniciação tem que projetar Seu próprio específico empreendimento, por meio de Seu Ashram, provando assim Sua resposta ao aspecto vontade do Logos planetário e fazendo-Se responsável por uma fase do Plano planetário, também assim o Logos planetário - sob a Lei da Síntese - tem que levar avante um projeto específico de acordo com a vontade do Logos Solar. É isto que o nosso Logos planetário está em processo de fazer, estabelecendo uma definida cultura onde o germe da vontade solar possa ser desenvolvido em um de seus aspectos. Então - em conjunção com um projeto similar em andamento em dois outros planetas, assim desenvolvendo dois outros aspectos - o núcleo do terceiro sistema solar será, eventualmente, trazido à expressão.
É difícil para a mente humana apreciar esta síntese básica e este relacionamento que existe no sistema solar inteiro, com os Logoi planetários implementando o propósito divino; os homens não conseguem ainda captar as relações dentro do aspecto personalidade do nosso Logos planetário - a Terra e tudo que nela existe. Porém, essa síntese existe é o fator relacionador entre nossa Terra e o Sol, entre os vários Logoi e o Logos Solar. Tudo que podemos fazer é obter um quadro geral das iniciações planetárias, as sete iniciações e as nove.
A única maneira pela qual nós podemos captar mesmo que uma pequena medida da intenção planetária é através de um estudo das grandes civilizações que têm sido desenvolvidas pela humanidade sob a impressão vinda das mais elevadas fontes espirituais sobre o nosso planeta, as quais têm nos alcançado via a Hierarquia. A estas civilizações é preciso somar-se as culturas que delas de desenvolveram. Isto obviamente nós não podemos fazer, pois isso exigiria uma pesquisa de todos os períodos e ciclos históricos conhecidos e desconhecidos, além de uma consideração de todas as evidências antropológicas, arquiteturais e sociológicas. A esta abordagem ao intento e propósito do Logos planetário é preciso somar-se uma consideração de certas crises na vida da humanidade que têm o caráter de iniciações menores às quais o Logos planetário Se submeteu, no sentido de que Ele é o Iniciador. A humanidade, sendo o mais altamente desenvolvido produto evolutivo no nosso planeta, reage a essas iniciações; elas produzem eventos mundiais, e aqueles estupendos pontos de crise que até agora têm trabalhado destrutivamente no que diz respeito ao aspecto forma, mas que avançaram para aquelas etapas de desenvolvimento e progressão quando o trabalho dos Construtores, o segundo aspecto divino, lhe é somado e tira partido da liberdade ou libertação provocada pelo Destruidor, o primeiro aspecto. Há sempre estas duas fases.
Através das civilizações passadas e sua eventual catastrófica destruição, o Logos planetário tem gradualmente preparado o terreno ou campo planetário para o "plantio do germe da Vontade" - cujo desenvolvimento é uma parte futura do destino humano. As sete principais fases do desenvolvimento da raça humana (sendo nossa moderna raça ariana a quinta) têm o mesmo caráter das sete iniciações ou desenvolvimentos; a palavra "iniciação" não é para ser entendida aqui exatamente do mesmo modo que as iniciações humanas são compreendidas e interpretadas. Os homens são iniciados nas fases da divina consciência através da estimulação aplicada por meio da qual seus veículos mostram estar prontos; em relação ao Logos planetário, foi Ele que iniciou um novo processo em sete fases, processo esse preparatório para a esperada plantação divina. É preciso ter em mente que o uso da palavra "plantação" é puramente simbólico. Cada fase traz mais perto a frutificação do propósito divino ou projeto espiritual, e é para isto que Sanat Kumara veio à manifestação ou encarnação.
Cada uma destas fases afeta todos os quatro reinos da natureza, produzindo, a cada etapa, uma sensibilidade maior, mas é somente no quarto reino, o humano, que existe a possibilidade de um registro consciente e reconhecimento do intento divino e uma leve resposta vibratória ao aspecto vontade da divindade. Foram necessários incontáveis milênios para produzir isto. Quando vocês se lembrarem que foi somente na atual crise mundial que o Logos planetário ousou submeter as formas em todos os quatro reinos à estimulação direta de Sua vontade impulsionadora, vocês compreenderão que a extraordinária imensa paciência é talvez a Sua mais destacada característica. A paciência é uma qualidade da vontade; ela tem o caráter de uma estreita adesão a uma intenção fixa. A cada transição de uma civilização para outra - cada uma construída sobre a semente cultural da que a precedeu, depois do devido florescimento da civilização - nós podemos dizer sobre Sanat Kumara o mesmo que foi dito sobre o Cristo, "Ele vê o trabalho de Sua alma e é satisfeito". Tão cegos são os homens que, quando uma civilização chega ao fim, e quando o modo familiar de expressão cultural é posto sob a mão do destruidor, a humanidade vê isso como uma grande tragédia e teme a ruína que geralmente rodeia tal evento. Mas, sob o ponto de vista dos significados mundiais, vê-se o progresso e a aproximação do dia da consecução, da satisfação.
Nossa moderna civilização - sob o martelo do aspecto destruidor - está hoje sendo mudada: coisas velhas estão morrendo, tendo servido ao seu propósito. A coisa nova não é ainda notada ou apreciada, embora já esteja presente. O trabalho de preparação para o plantio do germe ou semente da vontade divina na Terra está quase terminado; quando a Hierarquia Se exteriorizar, e os homens como um todo reconhecerem a posição, na Terra, do Cristo e de Sua igreja "invisível" (a união de todas as almas tornadas perfeitas, o que é a verdadeira descrição da Hierarquia), então - de modo imprevisto para a humanidade - Shamballa assumirá o controle, e da Câmara do Conselho de Sanat Kumara surgirá o Semeador da semente; Ele a semeará no terreno preparado pela humanidade, e assim o futuro está assegurado, não só para o Logos planetário, mas para o Todo maior no qual nosso planeta executa sua pequena parte. Esse momento está adiante na civilização que virá, e na próxima grande raça que emergirá de todas as nossas raças e nações modernas, a semeadura terá lugar. A próxima raça será uma fusão do todo, e um reconhecimento mundial da Humanidade Una é um essencial pré-requisito do plantio. É a criação deste reconhecimento universal que será uma das principais tarefas do reaparecimento do Cristo e a Sua Hierarquia assistente. Quando "as pequenas vontades dos homens" começarem a responder em larga escala à Vontade maior da Vida divina, então, a principal tarefa de Shamballa tornar-se-á possível. Porém, antes disso, a humanidade precisa responder à luz e ao amor que são as correntes preparatórias da energia espiritual e que já estão fluindo em resposta à invocação humana.
Compreendendo os processos iniciatórios planetários como instituídos pelo Logos planetário, os homens precisam relacioná-los com as grandes crises que têm ocorrido em todas as raças dos homens. Assim como o discípulo-iniciado passa de uma iniciação para outra através de um processo de continuamente deixar para trás aqueles aspectos da vida da forma que foram destruídos por ele como inúteis, também a humanidade deixa para trás uma civilização após outra, sob o estímulo do evolutivo propósito de Sanat Kumara Que inicia constantemente aquilo que é novo e aquilo que melhor servirá à Sua vontade. Os homens tendem a pensar que todo o processo evolutivo - incluindo o desenvolvimento dos reinos subumanos da natureza - é meramente um modo pelo qual os homens podem alcançar a perfeição e desenvolver melhores formas por meio das quais possam manifestar essa perfeição. Porém, em última análise, o progresso humano é puramente relativo e incidental. O fator de suprema importância é a habilidade do Logos planetário para levar a cabo Sua primária intenção e trazer Seu "projeto" à perfeita consumação, cumprindo assim a tarefa que Lhe foi dada por Seu grande superior, o Logos Solar.
A oitava e nona iniciações (das quais nem vocês nem eu sabemos praticamente coisa alguma) relacionam-se às iniciações daqueles métodos e técnicas pelos quais "a semente da vontade", que florescerá mais tarde no terceiro sistema solar, pode ser nutrida e fomentada e crescer. Esta será a tarefa de um grupo de Mestres a ser desenvolvida na próxima grande raça, os Quais, na Iniciação da Decisão, a sexta iniciação, Se dedicarão, como um grupo, ao Caminho do Serviço Terreno. Especificamente e com plena iluminação Eles Se devotarão à promoção do projeto de Sanat Kumara. Com este projeto, o nosso atual grupo de Mestres não está especificamente envolvido; Sua tarefa é a aplicação do processo evolutivo visando a preparação do campo do mundo para a divina futura semeadura.
Mais não posso dizer. Tudo que fiz foi dar-lhes uma pista quanto ao significado das iniciações, instituídas pelo Senhor do Mundo. Estas não são, devo repetir, iniciações às quais o próprio Logos planetário esteja sujeito. As crises mundiais, que sempre precedem a iniciação em escala planetária, são parte do trabalho preparatório, testes e provas que tornam possível alguma iniciação cósmica à qual Ele tenha sido ou será eventualmente submetido. Com elas nada temos a ver, nem vocês entenderiam mesmo que eu pudesse ser mais explícito. A Lei da Analogia e das Correspondências interrompem-se num certo ponto do caminho da compreensão, e algo novo e completamente diferente aparece. A Lei da Analogia aplica-se quando considerando o microcosmo dentro da vida do Macrocosmo, porém se nos aventuramos fora dessa Vida limitada e manifestada - se isso fosse possível, o que não é o caso - iríamos contatar outras Leis e outras abordagens da verdade existentes em níveis cósmicos.
Pouco mais há que eu possa dizer sobre as iniciações planetárias ou - como seriam mais corretamente chamados - os processos iniciatórios planetários. Eles afetam toda a nossa vida planetária, mas não são essencialmente iniciações como nós entendemos o termo, ou como essa palavra poderia ser aplicada a Sanat Kumara. Eles são uma parte definida do processo cósmico e particularmente da evolução solar, mas são, como vimos, apenas preparatórios para aquela iniciação para a qual nosso mundo foi feito - a manifestação na Terra do mais elevado dos três aspectos: a VONTADE de DEUS, como é universalmente chamado .

Texto tirado do site http://www.encontroespiritual.org

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