terça-feira, 8 de maio de 2018

Meditação diária (cecp) dia 08

Desejo, com todas as minhas energias,  a paz

segunda-feira, 7 de maio de 2018

7º dia do mês - exercicios de concentração

7º dia do mês
1. No dia 7 do mês focalizar elementos maximamente distantes de sua consciência. Na
vida diária, estamos envolvidos com esses elementos, quando olhamos para uma nuvem
distante ou objetos distantes tais como as árvores e suas folhas.
Para a manifestação de qualquer objeto em particular ou a realização de qualquer
modo desejado, é necessário para processar uma grande quantidade de
informação. Elementos maximamente distantes de nossa consciência produzem o
processamento de informações mais rápido. Quanto mais distante o elemento que você
escolher, mais rápido o processamento que você vai conseguir. O conhecimento desses
fatores é usado da seguinte maneira: Você se parece com a sua visão normal em uma
nuvem ou ver a nuvem com a sua visão interior e, ao mesmo tempo, você constrói o
evento desejado ou resultado nesta nuvem (ou, alternativamente, em uma folha se você
está olhando para uma folha em uma árvore distante). Através da utilização de
elementos maximamente distantes de sua consciência, você pode rapidamente atingir
o resultado desejado e a ocorrência do evento irá acontecer de forma harmoniosa,
porque a nuvem não pode ser um agente de destruição da mesma forma que as folhas
não podem ser.

2. Dígitos para Concentração
*Concentre-se intensamente na sequência de sete números: 1485321
*Concentre-se intensamente na sequência de nove números: 991843288]

3. Você vê que o mundo é feito em sua imagem e se desenvolve através de sua
cooperação com a vontade do Criador. Todo mundo aceita que o mundo foi criado. E
quando você quer mudar o mundo através de suas ações, suas ações vão levar a uma
bênção geral. Suas ações tornam-se poderosas, sua saúde melhora e uma bênção geral
entra em sua vida. Essa bênção em geral é o ato do mundo que leva você para o reino
do divino e que o estado onde você adquire uma vida universal e individual para
sempre e sempre.
8º dia do mês
1. Neste dia você vai aprender a se manifestar, enquanto você se concentrar em uma
sequência de eventos. Imagine que você está sentado no oceano olhando para um
barco de pesca passando rapidamente. Na frente do barco a água é calma: por trás
dele há ondas. As ondas são um resultado da ação do barco. Vamos olhar para uma
folha de uma árvore em crescimento. Esta folha pode também ser considerada como
um resultado da existência da árvore. Nuvens aparecem e as primeiras gotas de chuva
caíram na terra. As gotas de chuva podem ser vistas como um resultado da existência
das nuvens.
Há exemplos semelhantes ao seu redor em grande número. Pegue qualquer fenômeno e
concentre-se sobre as consequências que ele produz. Ao fazer isso, mantenha o seu
evento desejado em sua consciência - e isso vai acontecer! Este método é muito
eficaz. Com sua ajuda você também pode alterar eventos passados.
2. Dígitos para Concentração
*Concentre-se intensamente na sequência de sete números: 1543218
*Concentre-se intensamente na sequência de nove números: 984301267
3. Você percebe que o movimento infinito dentro da lemniscata do número 8 se
conecta com os mundos, o que você encontrou durante os últimos 7 dias. E quando
você ligar o seu mundo com todos os mundos, você vai notar que você tem alegria,
tanto em sua alma como o mundo é diverso. Se você tomar em cada partícula do
mundo como uma forma geral de alegria, você vai ver que a alegria é eterna, como
graça é eterna e você pode levantar as mãos para receber a bênção de Deus, como
ele chama você para a eternidade.
Veja eternidade onde ela está. Veja a eternidade onde não é. Veja eternidade onde
sempre foi e você se tornará um Criador da eternidade lá onde ele escapa aos olhos do
outro. Quando você já viu a eternidade e tê-la criado, você a terá para sempre eterna
em tudo, em qualquer eternidade e qualquer mundo.
Você é o Criador, na forma e imagem de Deus, e assim que você criou por toda a
eternidade. Ao criar a eternidade você irá criar a si mesmo. Ao criar-se, criar a
eternidade, assim como a eternidade pode criar o outro e como o Criador criou tudo ao
mesmo tempo.
(Reflexões sobre o dia 8... Talvez seja mais indicado como uma pergunta... Quando se
sugere que ao olhar para "sequência" também podemos mudar os acontecimentos
passados, então estamos essencialmente e energicamente, reescrevendo a história ao
vê-la no contexto? Sabemos que a história é escrita pelos vencedores. Neste caso,
reescrevê-la, vendo os acontecimentos através de uma lente mais simpática... (talvez)
que nos permita ver e sentir um ou mais eventos de uma forma mais harmoniosa. Junte
isso com a procura de alegria e vamos encontrá-la... Então, o poder que existe em
reescrever nossas histórias, a fim de permitir uma, mais cheia momentos de alegria, dia,
ano e no fato da eternidade).

102 - Louise Hay

102- “Concedo-me o dom de estar livre do passado e volto-me com alegria para o presente.”

CAPÍTULO 10 – Não Fuja

CAPÍTULO 10 – Aproximadamente 12 anos atrás
— Corram! Não podemos perder esse voo para Montevidéu! — acelero-as pelo saguão
de um aeroporto. Nina está mais linda e esperta a cada dia. Como a mãe. Minha alma regozija
com essa constatação.
— Isso precisa acabar! — Stela rebate aos brados.
— Isso vai melhorar quando eu acabar com Dale. Ele vem se escondendo de mim, mas
sinto sua energia por perto. Ele vai aparecer.
— E aí outro virá depois dele! — Ela leva as mãos à cabeça, os nervos ameaçando
dominá-la.
— Calma, meu amor. Eu vou dar um jeito. Não deixarei que ninguém faça mal a vocês
duas.
— Você se acha invencível, mas não tem como lutar contra todos! Não pode estar em
todos os lugares, Ismael!
— Quando não posso, conto com sua percepção para protegê-las. Eu te ensinei como
despistá-los. Sem contar que você é mais esperta que a maioria dos resgatadores, minha
pequena.
— Mas e se forem muitos?
— Duvido. Zyrk não tem uma oferta muito grande de homens para colocar atrás de você.
Lembre-se que, fora Dale, ninguém sabe da existência de Nina e, portanto, você não passa de
uma mera humana que teve sua data de partida alterada por ineficiência de seu resgatador.
Para todos os demais, Dale apenas enlouqueceu.
— Mas eles querem reclamar parte do território de Windston.
— Isso não é nada se soubessem da recompensa maior, da híbrida.
— Não a chame assim!
— Quantas vezes preciso lhe dizer que isso é um elogio, Stela?
— Desculpe — ela se aninha em meu peitoral. Consigo sentir sua dor e preocupação.
— Acredite em mim. Sei o que estou fazendo — acaricio seus fartos cabelos negros. —
Vocês duas são o meu milagre. Por favor, nunca duvide disso, Stela.
#
Stela tem andado muito tensa. Há momentos em que eu mal a reconheço. Esforço-me ao
máximo em criar um ambiente de harmonia e tranquilidade ao nosso redor, mas qualquer
tentativa de acalmá-la é em vão. Quando coloca algo naquela cabecinha linda, ninguém
remove. Está mais obcecada do que nunca em fazer uma lente especial para Nina. Tenho a
sensação de que não está satisfeita com os eficazes ensinamentos de defesa que lhe passei,
pois a encontro estudando com um afinco assustador, dia e noite, todos os tipos de materiais
que ocultam essências, cheiros humanos. Está ficando impressionantemente especializada no
assunto e distante de mim. Percebo que usa seu estudo como desculpa. No fundo sinto que
ela deseja ficar só e que, em determinados momentos, minha presença a incomoda. Sei que
deseja um lar definitivo mais do que tudo na vida, uma pousada onde possa viver sossegada e
criar nossa filha. Relevo vários comentários cruéis que lança no ar. Imagino que esteja assim
por causa da aproximação de mais um aniversário de Pequenina. Seus nervos estão mais à
flor da pele do que nunca. Com o tempo venho observando que ela está perdendo a luta contra
eles. A vida de nômades que somos obrigados a levar, os resgatadores que sou forçado a
eliminar com frequência para protegê-las e a preocupação com a segurança de Nina vêm lhe
afligindo com maior intensidade do que antes. Stela parece não suportar mais. Tento acalmála,
relembrá-la de que ela é uma receptiva espetacular, que as coisas vão se acalmar quando
nossa filha alcançar a maturidade aos dezessete anos humanos, que as pupilas de Nina vão
firmar, que a energia dela não oscilará tanto quanto agora e que não será mais um alvo fácil.
Respiro fundo e tento me convencer de que deve ser esse o motivo. Tampo os ouvidos para a
voz dentro de mim que alerta sobre um perigo à espreita, uma força oculta que cresce e
ameaça vir à tona.
#
Estou agitado, olhando para todos os lados com exceção do espetáculo à minha frente.
Stela já percebeu meu estado alerta, mas, depois de tantos anos fugindo dessa sombra
certeira, compreendeu que, da mesma forma que a vida se renova a cada instante, sempre
existirá alguém morrendo em algum lugar do mundo. Sempre. Como deveria ter acontecido
com ela, há mais de cinco anos. Não tocamos nesse assunto. Não suporto pensar na ideia de
perdê-la, da mesma forma que sei que ela se recusa a desistir da vida por causa de Nina. Tem
ciência de que nossa Pequenina ainda precisa de nós para se manter viva. Somos
expectadores das pessoas com suas horas contadas e que atravessam nossos caminhos, mas
precisamos nos esquivar dos resgatadores que estão atrás delas. Não podemos correr o risco
que eles esbarrem em nós também. Já bastam aqueles de quem fugimos constantemente.
Respiro fundo. É mais que natural que alguém vá morrer em breve em um lugar
abarrotado de gente como este circo. Sinto a indiscutível energia zirquiniana crescendo. Há
mais de um resgatador pelas redondezas. Mas há algo estranho dessa vez e não consigo
captar. Vejo Stela me observar pelo canto do olho.
— O que foi? — ela sussurra.
— Fique aqui. Vou ter que fazer uma varredura pelas redondezas — respondo.
— Por que está tenso? Estão atrás de nós?
— Shhhh. Vai ficar tudo bem. Uma ronda usual — tranquilizo-a ao visualizar sua testa se
enchendo de vincos.
— Mamãe, eu quero fazer xixi — Pequenina nos interrompe.
— Já vamos, Nina. Mamãe está conversando com papai — Stela responde agitada
demais.
— Mas eu quero...
— Fica quieta, Nina! — Stela rosna e agora sou eu quem aperta os olhos, preocupado
em deixá-las ali a sós. Stela está tendo outra crise e tenho medo que seus instintos para a
percepção sejam prejudicados devido ao seu estado nervoso, que ela cometa alguma falha
enquanto eu estiver atrás dos resgatadores. Mas também sei que não posso ficar ali com elas.
Se ficar, estaremos perdidos. Meu trunfo sempre foi ser o elemento surpresa. Os
resgatadores correm atrás das duas e não sabem da minha existência. Cegos pela atração,
como moscas que farejam mel, eu os elimino em nossa teia. — Ismael, eu...
— Calma, minha pequena — peço e acaricio seu rosto lindo. — Vai dar tudo certo. Vou
me certificar do perigo e, se for o caso, eliminá-los.
— Ismael, e-eu... — ela hesita e me olha com intensidade. Tremo. Tento engolir, mas
minha boca está seca.
— O que foi? — pergunto e ouço minha voz. Está rouca.
— Eu... — suspira e segura minhas mãos. — Você sabe que eu te amo, não sabe? Que
eu sempre te amei desde a primeira vez que o vi.
Por que ela está me dizendo isso ali e tão de repente?
Meu coração acelera, enlouquecido dentro do peito, enquanto afundo no banco da
arquibancada. Estou sem reação, apático, mudo. Há anos desejo ouvir essa frase de seus
lábios. Stela nunca disse. Sempre deu a entender, mas nunca utilizou a palavra amor. Eu
também nunca disse, mas por medo de errar ou mentir, por receio de não saber se de fato é
isso o que sinto no peito. Teoricamente eu seria vetado de tal sentimento por ser um
zirquiniano e não me perdoaria se mentisse para a pessoa que mais estimo na vida. Adoro
nossa Pequenina, mas sei que é por Stela o sentimento avassalador que me move todos os
dias. Mesmo sem nunca termos tido um contato mais íntimo, sinto-me profundamente feliz por
tudo que tenho vivido ao seu lado. Todas as sensações que ela foi capaz de fazer meu corpo
experimentar não foram nada se comparadas à mudança em minha essência. Por ela tenho
certeza de que daria a minha vida e a minha alma.
— Pequena, o que está havendo? — pergunto sem força. Devia estar feliz, mas onde
deveria encontrar euforia, deparo-me com um vazio de pavor.
— Não importa o que venha a acontecer, nunca duvide disso — pede baixinho.
— Stela, você está me preocupando.
— Eu te amo, mas não aguento mais. Eu preciso... — ela não diz mais coisa com coisa.
Sinto a explosão de energia negra dentro dela. Eu já a vi muito nervosa antes, mas essa crise
é, indiscutivelmente, a maior de todas. Fico assustado. — Você é o pai dela, Ismael —
continua acelerada. — Dale foi apenas o procriador. Pai é quem cuida, quem ama. Nina
sempre foi sua filha, Ismael. Mesmo que um dia tenha muita raiva de mim, não jogue a culpa
nela. Nunca se esqueça de que você é o pai dela.
Minha cabeça gira dentro de um furacão de emoções. Outra energia, a hostil, expandese
rapidamente. Os resgatadores estão por perto agora. Não temos mais tempo para
conversa. Preciso agir.
— Espere-me aqui — ordeno e lhe dou um beijo na testa. Stela levanta o rosto e me
puxa para perto, afundando os lábios nos meus. Há urgência e desespero nesse beijo. Abraçoa
com vontade e sinto a dor do momento se espalhar por minha pele. Não consigo
compreender o que está acontecendo ali. Perco a fala e, angustiado, levanto-me num
rompante. Quero ficar. Desejo ardentemente acalmá-la e certificá-la de que tudo ficará bem,
mas sei que, se não for agora, será o nosso fim. — Não vou demorar. Não saia daqui, está
bem? — Ela me olha com intensidade e acena levemente. Viro para o lado e Pequenina está
gargalhando com a apresentação dos palhaços. O esboço de um sorriso me escapa e me
convenço de que logo tudo ficará bem.
#
Demoro mais tempo que imaginava. Foram quatro resgatadores eliminados. Três deles
enviados por Windston. Wangor, pai de Dale, não está dando trégua. Venho ocultando o fato
de Stela e lhe dizendo que os homens que estão atrás de Nina nada mais são do que
resgatadores em missões habituais, mortes comuns. Não quero que sofra ainda mais. Sei que
os humanos dão muito valor a essa questão de família e ela ficaria arrasada se soubesse que
o avô de Pequenina é quem mais deseja vê-la morta.
Estou exausto e sei que não foi pelas lutas. É um cansaço interno, celular. A
apresentação acaba. Vejo a multidão de pessoas sair, dispersando-se pelo gramado ao redor
da grande tenda. Procuro por elas e não as encontro. Farejo o ar e nada. Nem sinal das duas.
Recordo-me imediatamente das palavras de Stela. Estremeço com a certeza que perambula
em minha mente.
Não pode ser! Ela não fez isso comigo!
Berro seu nome e o nome de Pequenina. Corro feito um louco por entre aquela manada
de gente. Empurro todos pelo caminho. Esbravejo o nome delas como um louco. Tenho ódio
de mim, de existir. Xingo centenas de palavras vis, praguejo, jogo-me no chão, a cabeça entre
as pernas, e choro um pranto seco. Estou sangrando por dentro.
“Mesmo que um dia tenha muita raiva de mim...”
Ninguém as havia capturado.
Era apenas uma despedida.
Stela tinha me abandonado.
#
Dois anos, cento e setenta e sete dias desde a última vez que as vi. A lembrança do beijo
de despedida, dos olhos negros traiçoeiros de Stela e da expressão de alegria no rostinho
inocente de Nina ainda permanece vívida em minha mente. Vasculhei todos os cantos do
planeta em minha busca frenética. Todos os sinais se desintegraram pelo caminho. Há
momentos em que rio da minha desgraça e a admiro em silêncio. Stela se superou e, se não
fosse pelo ódio mortal que cresce dia após dia em minhas veias, poderia aplaudi-la de pé. A
aprendiz havia superado o mestre. Hoje compreendo e até tenho pena da loucura de Dale.
Venho perambulando nessa dimensão como um ser amaldiçoado. Tenho vergonha de ser o
que sou, de ter me transformado nesse homem sem destino, clã ou honra. Acho o Vértice
digno demais para o verme que me tornei, mas meu orgulho também não admite que seja alvo
de escárnio pelos da minha própria espécie. Abandonei meu reino, meu mentor, meu futuro
glorioso. Deixei tudo para trás pelo amor de uma humana. Todos sempre me alertaram sobre
essa raça perigosa. Uma espécie interesseira e de ações dúbias, capaz de pisar, esmagar
com as próprias mãos o sentimento mais estupendo que já encontrei.
Sinto a formação de uma pista estranha me atraindo para esse lugar há algum tempo.
Farejo-a com determinação. Capto traços das duas, mas não consigo ter certeza. Boa parte
da minha confiança me abandonou naquele dia fatídico. Perambulo por ruas desertas de
Istambul. Os auto-falantes lançam os cânticos das mesquitas no ar. Orações. Torno a
estremecer com esse pensamento. Há dois anos, cento e setenta e sete dias eu não medito e
tenho vontade de desistir delas, de mim. Apesar de tudo, ainda tenho fé em Tyron e sou
convicto de que suicídio é para os fracos. Uma semente de esperança insiste em se manter
viva dentro de minha alma. Acredito que algo bom há de acontecer em breve, que meu
sofrimento foi por um motivo maior, que Stela teve uma razão muito forte para tudo.
De repente sinto várias energias no meu campo magnético. Preciso me focar. Calma,
Ismael! Calma!, ordeno-me com severidade. Esvazio minha mente e então, como num passe
de mágica, eu as sinto. Distintas e muito claramente: Stela e Nina! Não há tempo para me
regozijar. Há três resgatadores correndo para o local onde elas estão. Meu coração dá
pancadas frenéticas no peito. Terei que ser rápido! Eles estão mais próximos que eu!
Corro como um louco e ainda assim não consigo alcançá-los. Perco o ar algumas vezes e
tenho que parar para respirar. Praguejo alto. Segurando a dor em meu abdome, torno a correr
em direção ao local onde a força se expande. Uma fumaça negra sinaliza a direção. Sinto novo
aperto no peito. À medida que me aproximo, escuto uma confusão de vozes falando ao mesmo
tempo, berros de desespero, gritos de horror, pessoas chorando alto. Fecho os olhos quando
uma rajada de vento quente atinge meu rosto. Vasculho ao redor e não as encontro. A fumaça
negra já se alastrou e impregna minhas narinas. O local exala um calor mortal. Sinto-me dentro
de uma fornalha. Olho em todas as direções. Ainda sinto o cheiro delas. Há uma nuvem
claustrofóbica de pavor. Os berros estão cada vez mais altos. Sei que os resgatadores estão
por ali, mas não consigo enxergá-los. Resolvo ficar visível, preciso das minhas forças, e
avanço ainda mais. Forço meu olfato em meio àquela nuvem de borracha carbonizada e capto
a essência delas. Estremeço. Não pode ser! Mal percebo o suor que gruda a roupa em minha
pele e sigo em direção ao foco do horror, o motivo de tudo.
E paraliso, catatônico, quando vejo meu coração abandonar o corpo.
Há um carro em chamas na minha frente. Labaredas, como ferozes línguas vermelhoalaranjadas,
o engolem com uma velocidade assustadora. A nuvem de fumaça ganhou peso e
lança suas garras febris em todas as direções, ameaçando sufocar os que ousarem se
aproximar. A lataria está em brasas, mas a parte interna ainda está relativamente preservada.
Levo as mãos à cabeça quando detecto duas pessoas lá dentro.
Tyron tenha misericórdia! São elas!
Dou dois passos à frente e então recuo por um momento. Sinto traços modificados na
essência delas. Aperto a cabeça entre as mãos, desorientado de pavor. Não tenho tempo. Há
muita fumaça e sei que meu estado de tensão está prejudicando minha capacidade olfativa,
mas reconheceria de longe o sangue que corre em suas veias. Meus olhos ardem e
lacrimejam. Sinto nova descarga de adrenalina e pavor. O fogo já se alastrou por todos os
lados e não tenho como ajudá-las. Começo a berrar e, enlouquecido, ando de um lado para o
outro em meio ao calor demoníaco. Não tenho como romper aquela barreira mortal. Sei que é
um caminho sem volta. Torno a encarar o carro em chamas e uma certeza me invade a alma:
eu sou um forte! Não vou abandoná-las! Jurei que as protegeria! Dei minha palavra que daria
minha vida para salvá-las e agora é a hora de provar!
Eu sou um homem de palavra!
Se não serei capaz de salvá-las, então partirei com elas!
Deixo os berros de advertência atrás de mim e avanço como um raio em direção ao
maldito carro. Suporto com os dentes trincados a ardência alucinante das queimaduras em
minhas mãos e rosto enquanto abro a porta do carro em brasas e me deparo com os dois
corpos à minha frente. Não consigo acreditar no que vejo. Tombo para a frente, curvado pelas
queimaduras irreversíveis da amargura e do sofrimento. Vomito fel. Fui enganado! Acho que
escuto novos gritos de pavor atrás de mim. Não tenho certeza de mais nada porque acabo de
morrer. O corpo que carrego pertence a um morto-vivo. Estou morto muito antes de meu
coração parar de bater e minha pele desintegrar. Sou lambido pelas chamas, mas estou
anestesiado. Os danos das brasas incandescentes da fúria e decepção são arrasadores.
Perco a única coisa que me mantinha de pé: a fé em um ser superior. Tyron é uma farsa; o
amor, uma armadilha demoníaca; os seres humanos, pragas a serem eliminadas da face da
terra.
Então eu morro e me transformo em um monstro de corpo e alma

46 - Certeza Absoluta: O que fazer quando a dúvida surge - YOD RESH AYIN


46 - Certeza Absoluta: O que fazer quando a dúvida surge - YOD RESH AYIN
Existe somente uma maneira de tornar inoperantes e inúteis todas as ferramentas e o poder deste site.
Chama-se incerteza.

REFLEXÂO:
Verbete no dicionário: princípio da incerteza
Substantivo
1. Um princípio da mecânica quântica que sustenta que aumentar a precisão de medida de uma quantidade observável aumenta a incerteza pela qual outras quantidades possam ser conhecidas.
Desenvolvido pelo físico teórico Werner Heisenbergem 1927.
2. Parte da atual visão científica da natureza da realidade física, com implicações para a filosofia em geral.

Se injetarmos dúvida em qualquer aspecto destes ensinamentos, estaremos literalmente tirando o fio da tomada e desligando seu funcionamento.
"Quero ver para crer" deve ser substituído por "quando eu crer, vou ver!"
Lembre-se de que ter certeza não significa simplesmente ter confiança de que obteremos o que queremos.
Ter certeza significa reconhecer que já estamos recebendo o que precisamos para o crescimento espiritual.
É verdade que, quando a dificuldade acontece, as dúvidas começam a vir à tona em nossas mentes.
Ficamos incertos acerca da realidade do Criador.
Questionamos a justiça no universo. 
Tememos pelo futuro. 
Apontamos o dedo da culpa para os outros, ou para os céus. 
Quando invocamos o poder da certeza, porém, todas essas sensações negativas desaparecem, como a neblina que encobre uma montanha implacável.
Em todas as áreas da vida, a duração do caos e da dor é sempre diretamente proporcional ao nosso próprio nível de incerteza e falta de responsabilidade.
AÇÂO:
Certeza! Segurança! Convicção! Confiança! Tudo isto enche seu coração através da meditação deste Nome.

Minutos de Sabedoria 168

Minutos de Sabedoria
168
Não se desespere diante das dificuldades. Colhemos aquilo que plantamos. Somos escravos do ontem, mas somos donos de nosso amanhã. Se construiu um presente doloroso, fique alerta, para construir um futuro alegre, saudável, no qual possamos colher os frutos do amor e da felicidade sem limites. Faça o bem de todas as formas, para preparar um futuro melhor.

Carlos Torres Pastorino

Seicho-No-Ie do Brasil - Mensagem Diária

Seicho-No-Ie do Brasil - Mensagem Diária
AMOR SAGRADO E SUBLIME É AQUELE QUE NÃO EXIGE RECOMPENSAS.
 
Quando uma pessoa atinge o mais elevado estágio de amor, torna-se capaz de doar-se totalmente ao ente amado. Jesus Cristo ensinou: “Ninguém tem maior amor que o daquele que dá a sua vida por seus amigos”. O amor sublime não é aquele que leva a pessoa a querer arrebatar o outro para si, mas aquele que o leva a doar-se para o bem do outro.

meditação diária (cecp) dia 07

Meu corpo é renovado pela força de meu pensamento

Oração do dia 7 Palavras para manter pensamentos e sentimentos corretos.


Oração do dia 7
Palavras para manter pensamentos e sentimentos corretos.
Agradeço a Deus-Pai por me ouvir e me atender. Agradeço a Deus-Pai por ouvir minhas
palavras antes de eu as proferir, e atender a meu pedido antes mesmo de eu o expressar. Sei que o mundo onde vivo é reflexo de meus sentimentos e pensamentos. Por isso, faço o possível para pensar, falar e ouvir somente a respeito do que é belo, bom e verdadeiro. Agradeço a Deus-Pai por me fazer compreender a Verdade “Eu e o pai somos um”. Permita-me chegar cada vez mais perto do Senhor, conservando essa verdade em minha mente. Tenho a convicção de que, graças a essa percepção de unidade com Deus, meus pensamentos e sentimentos se tornaram corretos e, em conseqüência, o mundo onde vivo – e que é reflexo de meus pensamentos e sentimentos – está se tornando cada vez melhor. Minha alma está repleta de alegria e paz. Por que me foi concedido todo o poder no céu e na terra, sinto a alegria de criar, a imensa alegria de trabalhar na obra de criação junto com Deus-Pai, conforme o eterno plano do reino de Deus. Senhor, agradeço-lhe por me prover de vida e amor eternos. 

domingo, 6 de maio de 2018

37 - Plano Geral: Vendo o bem oculto em cada desafio - YOD NUN ALEF


37 - Plano Geral: Vendo o bem oculto em cada desafio - YOD NUN ALEF
Quando queremos compreender o que a vida, afinal, estas letras nos proporcionam um “plano geral”, que inclui sempre e as bênçãos que estão ocultas nos obstáculos e desafio que nos confrontam.

REFLEXÂO:
Uma menininha vê pela primeira vez uma semente de maçã.
Ela não tem certeza do que é aquilo. 
Um dia, ela vê o pai enterrando a semente na terra.
Cresce, então, uma árvore, carregada de maçãs vermelhas e brilhantes.
Daí em diante, cada vez que a menina vir uma semente, ela verá também a árvore escondida dentro dela.

Um dia a menina colhe uma maçã da árvore e descobre lá dentro um monte de sementes de maçã. 
Agora, cada vez que olhar para uma semente de maçã, verá a árvore, a maçã, as novas sementes e as diversas futuras macieiras que um dia virão a existir.
Tudo isto é entendido em um instante, simplesmente ao olhar para uma semente.

É assim que funciona a sabedoria.
É fácil se ater aos detalhes da vida e não conseguir enxergar a grande figura.
Agimos sem considerar as conseqüências futuras. 
Assim como a maçã está contida na semente, todo efeito que se materializa em nossas vidas tem sua origem numa ação anterior que nós mesmos realizamos.

Enxergar a grande figura significa aprender a nos tornarmos os Criadores de nossa própria plenitude: compreender que a Luz é a fonte de toda a felicidade e não se contentar com menos do que isto! 
Significa entender o objetivo por trás de um problema e a Luz em potencial que nos aguarda, quando enfrentamos nossos problemas de forma proativa.

AÇÂO:
Este Nome leva sua percepção dos efeitos em longo prazo de todas as suas ações.
Você vê a cada momento a grande figura dos desafios espirituais, ante de eles se tornarem as bases do caos e de crises.

MEDITE NESTAS LETRAS E VOCALIZE: Ani
 AÇÃO: Dedique ao menos 15 minutos no dia de hoje à prática da meditação, procurando, assim, resgatar sua essência mais luminosa.

Minutos de Sabedoria 116

Minutos de Sabedoria
116
Tenha fortaleza e ânimo, para resistir a todos os embates e tempestades do caminho. Não se iluda: mesmo a estrada do bem está cheia de tropeços e dificuldades... Continue, porém! Não dê ouvidos às pedras colocadas pela inveja, pelo ciúme, pela intriga... Marche de cabeça erguida, confiantemente, e vencerá todos os obstáculos da caminhada. E, se for ferido, lembre-se de que as cicatrizes serão luzes que marcarão a sua vitória.

Carlos Torres Pastorino

Seicho-No-Ie do Brasil - Mensagem Diária

Seicho-No-Ie do Brasil - Mensagem Diária
MENTE ALEGRE ATRAI PROSPERIDADE.
 
A partir de agora, você não terá pensamentos sombrios, negativos, destrutivos e agressivos. Só terá pensamentos alegres, positivos, construtivos e harmoniosos. Então, em conformidade com a lei mental segundo a qual “os semelhantes se atraem”, somente fatos auspiciosos, positivos e construtivos se aproximarão, e você prosperará infalivelmente.

6º Dia do Mês - exercicios concentrção

6º Dia do Mês1. Neste dia centre seu foco sobre o seguinte: Mude a sua consciência, alterando a
intensidade de sua concentração, enquanto mantém foco sobre a percepção de
objetos distantes.
Esta técnica de concentração é útil quando você quer que o evento desejado ocorra
em um determinado local. Você só precisa concentrar sua atenção precisamente nestes
arredores. Você pode usar esta técnica, assim como para realizar com sucesso o inverso
quando você não quer que um determinado evento ou situação a ocorrer, quando
parece que você seja desfavorável. Neste caso, você deve dissolver a informação
negativa. Dissolver meios, neste contexto, "desfocar" a sua consciência nesse local, para
remover a sua concentração a partir daí e movê-lo em outro lugar. A versão que resulta
de fazer isto leva a não realização do evento ou da situação desfavorável.
Como eu disse, a realização de um evento desejado numa localização escolhida pode
ser realizada por concentrar-se em elementos distantes dentro algumas consciências. Ao
praticar essa técnica, você pode usar elementos de sua consciência que são

responsáveis ​ ​ pela percepção de objetos distantes. Você pode ver reais objetos
físicos, como você percebe com sua visão normal ou você pode olhar para objetos
distantes com sua visão interior. Em ambos os casos, você usa elementos distantes
tomadas a partir de sua consciência. E quando você ligar também o evento que você
deseja realizar a um determinado local, então ele vai ocorrer exatamente no local
escolhido.
O ponto essencial nesta técnica é a seguinte: quanto mais distante você escolher as
regiões de sua consciência para a visualização de seu objetivo, melhor ele será
processado e mais completo a realização do evento será. E o evento irá ocorrer no local
certo. Você pode usar a técnica de desfocagem para lidar com as forças
destrutivas. Quando você desfocar a sua consciência, você pode diluir a informação
negativa a tal ponto que já não pode ser percebida, como se já não estivessem lá.


2.
Dígitos para Concentração*Concentre-se intensamente na sequência de sete números: 1954837*Concentre-se intensamente na sequência de nove números: 194321099


3. Quando você olha para o mundo como se ele fosse, de alguma forma, "errado", você
deve sempre lembrar que, independentemente de quão errado lhe pareça, como
dispersos ou comprimido, é ainda o mundo da unidade, da harmonia e da graça. Você
deve entender que bênção de Deus é inerente a todas as condições "deformadas",
ambíguas ou descaracterizadas do mundo. Você sempre pode ter acesso a esta
harmonia sabendo que você sempre foi eterno, é eterno e sempre será eterno. Nenhum
julgamento superficial pode mudar a vontade de Deus.

101 - Louise Hay


101- “Não quero ser uma vítima. Recuso-me a sentir-me desamparado. Afirmo o meu próprio poder.

O filho de Malazar! - Não Fuja

capitulo 9
O filho de Malazar!

Penso em correr dali e ir a Sânsalun avisar Sertolin da barbárie em andamento, mas
simplesmente não consigo. Ele mandaria homens eliminarem a humana na mesma hora e não
suporto nem pensar na ideia. Fico dias seguindo Dale e o vejo rapidamente entrar em uma
espiral de enlouquecimento. Recordo-me de imediato do meu antigo líder, Prylur. Ele
costumava contar sobre a fama dos nervos aflorados de Wangor e afirmava que Dale, seu
filho, era ainda mais instável e doente que o pai.
Pura verdade.
Desde o encontro com Malazar, Dale não cumpre mais missão alguma e fica
perambulando por Zyrk como uma alma penada. O infeliz retorna à segunda dimensão e o vejo
vigiar a humana, mas não tem coragem de se aproximar. Está apenas aguardando o
nascimento da criança híbrida para raptá-la e se livrar da mulher. Em alguns momentos parece
arrependido do que fez, mas é covarde demais para enfrentar as consequências dos seus
atos. Apavorado com a dívida que terá de pagar ao demônio, ele colocou na cabeça
perturbada que conseguirá refúgio em Windston caso leve a criança híbrida consigo. Fica se
convencendo de que Malazar não lhe fará mal algum enquanto a criança estiver em seu poder.
Observo-o falando em voz alta. Escuto as explicações imbecis que planeja dar para Wangor,
seu austero pai. Wangor é um líder justo, mas de gênio tempestuoso, e ele sabe disso melhor
que ninguém. Dale decora em alto som um amontoado de mentiras descabidas. Em nenhuma
delas menciona seu trato com o demônio, pelo contrário. Inventa desculpas de grande
impacto, planeja utilizar-se da lenda de Zyrk para comover o pai e afirmar que o filho que a
humana carrega no ventre foi fruto do legítimo amor entre as duas espécies. Está
desesperado e disposto a tudo para livrar a própria cara.
#
Quatro meses se passaram num piscar de olhos. Dale está mais desorientado do que
nunca. Observo-o. Sigo-o como se fosse sua própria sombra. Ele já não diz mais coisa com
coisa, fica andando em círculos e se afunda em erros. Acaba de matar os dois resgatadores
que vigiavam a humana. Praticamente não dorme nem se alimenta. Cedeu completamente aos
seus nervos instáveis. Sinto receio atroz ao ver sua rápida deterioração. Ele gargalha em voz
alta, chora, pragueja. Está louco.
Sei que eu já devia ter retornado a Zyrk com notícias sobre a força que cresce na
segunda dimensão, mas não consigo. Simplesmente não consigo. Sertolin nem precisará tocar
em minhas mãos para sentir o que se passa em meu peito. Meus olhos me denunciarão como
sempre o fizeram. Meu mestre se aproveitará disso para descobrir que a inexplicável energia
cada dia mais pulsante e avassaladora trata-se do filho da besta se desenvolvendo no útero da
humana que não consigo parar de admirar e enviará um exército para executá-la. Sei que
trabalha pensando no equilíbrio do planeta, em manter a tênue harmonia entre as dimensões.
Decepção. Vergonha. Fracasso. Por que não sou consumido por elas? Devia sumir e nunca
mais aparecer para não ter que me deparar com o escrutínio do Grande Conselho. Devia estar
arrependido, mas a verdade é que não estou e não me reconheço mais. Estremeço com tal
pensamento.
— Vou matá-la! É isso! Vou me redimir e acabar com tudo! — solta Dale
intempestivamente, com um brilho em seus olhos castanho-claros como há muito não
presenciava.
Deve ser outro de seus devaneios, mas fico em estado de alerta máximo. Abandono o
modo invisível e o acompanho de perto. Vejo quando ele aguarda a humana sair do seu
trabalho e a segue. Sua barriga está proeminente e o peso extra a faz caminhar de forma
lenta, bem diferente de suas passadas ligeiras de meses atrás. Pergunto-me por que Dale não
é mais capaz de captar a minha presença. Teria a essência humana que recebera de Malazar
modificado parte de seus instintos zirquinianos? Ou seria pelo agravamento de sua loucura?
A humana, ao contrário de Dale, parece bem ciente não apenas da presença dele, como
da minha também. Ela disfarça e olha por sobre os ombros toda vez que resolve atravessar
alguma rua e vejo quando seus olhos negros e perturbadores procuram os meus. Acho que ela
sorri discretamente em minha direção e me pergunto se a loucura de Dale não começou a me
atingir também. De repente ela muda de direção e entra em uma estação do metrô abarrotada
de gente. Um trem acaba de chegar e o enxame de humanos avança sobre nós. Devido à sua
baixa estatura, fica dificílimo identificá-la no meio de tantas pessoas. Seguro o sorriso
quando, num piscar de olhos, eu a perco de vista. Ela é muito esperta! Adoro isso! Vejo
quando Dale fica nervoso. Terá que se utilizar apenas do atual olfato e parece saber que
fracassará. Mas eu a farejo com perfeição, como se parte dela pertencesse à minha própria
essência. Sei que ela está por perto. Escondida, mas por perto. Após alguns minutos
procurando de um lado para o outro como um tonto, Dale xinga alto, desiste de seu objetivo e
sai da estação. Olho ao redor e, quando estou prestes a retornar e ir atrás dele, escuto o sinal
de fechamento das portas de outro trem e uma rajada de energia me atingir a pele. Meus
olhos vasculham com rapidez o vagão parado à minha frente e, em meio a tantas cabeças
espremidas, eu a vejo sorrindo e acenando para mim. As portas vibram, alertando sobre a
partida iminente do trem. Não refreio meu impulso e corro como um raio em sua direção.
#
Ela sai em uma estação próxima ao East Village e caminha em direção a uma pequena
delicatessen. Eu a sigo, mantendo três passadas de distância entre nós. Ainda não acredito
que estou fazendo isso, mas também não me arrependo. Estou insanamente eufórico com o
fato de ela querer falar comigo e não com Dale. Ela entra no aconchegante estabelecimento,
pede duas xícaras de chocolate quente e se senta em uma mesinha nos fundos. Estou mais
inerte do que uma pedra e mal consigo sair do lugar. Ela me aguarda e isso me amedronta.
Nunca tive medo de lutar contra vários adversários ao mesmo tempo e agora estou aqui,
tremendo por ter de enfrentar uma pequena e indefesa humana. Olho para ela e a vejo acenar
para mim novamente. Respiro fundo, tomo coragem e caminho em sua direção.
— É uma menina. — Sua voz mexe com uma parte desconhecida dentro de mim. — Você
foi o primeiro a perceber. Achei justo que fosse o primeiro a saber o sexo — suspira e,
camuflado em sua postura alegre, sinto um discreto pesar naquela afirmação.
Céus! Não consigo falar e pensar ao mesmo tempo com meu coração dando socos
dentro do peito.
— Prefere outra bebida? — ela olha para as xícaras de chocolate quente à nossa frente.
— Se quiser, eu posso pedir...
— Não! — solto alarmado. Não devo conversar com a humana. — Eu não, eu...
— Está tudo bem — ela tenta me acalmar. — Tenho fé em Deus que vai ficar tudo bem
— diz de forma gentil e, como se não bastasse tudo que foi capaz de gerar em mim mesmo à
distância, a humana me faz congelar quando segura uma de minhas mãos entre as dela.
Arrepiado da cabeça aos pés, desvencilho-me de seu contato jogando meu corpo para trás.
Arrependo-me imediatamente disso, mas não volto atrás. — Qual o seu nome?
— Ismael — balbucio.
— Você já deve saber o meu, não é?
Eu confirmo com um balançar de cabeça. Ela arqueia as sobrancelhas e me estuda por
um momento.
— O que quer de nós? Ainda não entendi o que deseja, mas sei que não quer o meu mal,
o nosso mal — passa as mãos na barriga e sorri. Não sei o que há comigo, mas não consigo
resistir e, quando dou por mim, estou retribuindo seu sorriso com vontade. Vejo seus olhos
negros brilharem ainda mais quando miram a minha boca e sou varrido por uma onda de calor
e um jorro de adrenalina. Todos os poros do meu corpo resolvem suar, cada célula protestar,
meus pelos eriçar.
— Por que, entre tantos, escolheu logo alguém tão fraco como ele?
Por Tyron! De onde saiu essa pergunta que acabo de fazer?
— Eu havia acabado de sair de um relacionamento muito complicado, um namorado
violento. — Ela dá de ombros e me fita com um sorriso triste. — Então Dale apareceu em
minha vida. Ele era gentil, atencioso e... inacessível! — ela pisca. — Minha falecida mãe
costumava dizer que eu tinha uma queda para as coisas impossíveis e complicadas, e Dale...
— suspira. — Bom, ele era o fruto proibido. Havia o desafio, a magia. E o meu terrível destino.
— Quando soube que era uma receptiva?
— Desde pequena. Consigo captar os halos ao redor das pessoas — ela explica com
outro sorriso triste. — Quando eles eram subitamente impregnados por uma sombra negra,
logo em seguida as pessoas morriam. Sou filha de um relacionamento acidental,
completamente sem amor, de duas pessoas ignorantes. Tive mínimo contato com meu pai. O
halo escuro apareceu para ele no meu sétimo aniversário. Minha mãe era uma mulher severa,
extremamente rude, não acreditava em nada do que eu dizia e ainda me batia quando eu
“previa” a morte de alguém. Então parei de contar e apenas fui tocando a vida, até que eu vi o
halo negro surgir para ela. Nada disse, apenas esperei. Não sofri a perda deles. Nunca me
amaram.
— Então você sabia que seus dias já estavam contados?
— Sim. Em uma manhã, há quase dois anos, acordei com o maldito halo negro me
envolvendo. Chorei muito. Sabia que a morte chegaria em breve, minha sina intransferível. Sou
jovem e tenho saúde de ferro, então concluí que morreria em um acidente. Até o dia em que
Dale apareceu na minha vida. Só podia existir uma explicação plausível para, dia após dia,
aquele homem bonito e com ausência de halo começar a me seguir e observar avidamente: ele
era a minha morte! Como não sou de ficar remoendo minhas dores, aquela espera estava
começando a me angustiar e aí fui eu quem se aproximou dele — ela dá de ombros. — Aos
poucos fui me afeiçoando por aquela morte tão necessitada de mim. Dale era tão carente de
afeto, tão...
— Pena?! Entregou-se a ele por pena? — pergunto com um misto de raiva e alívio. Fico
alarmado com minha reação. — Deveria ter ódio dele! Veja o que ele lhe fez!
— Não é nada disso! — ela rebate na defensiva e sua força vacila. Ela não percebe, mas
sua reação acalorada gera uma nova descarga de energia sobre meu corpo. Seguro-me como
posso. Quero berrar que Dale é um fraco, que ela se deixou levar por ele porque o cretino
estava possuído por algum tipo de magia negra do demônio, mas me calo. Não me acho no
direito de deixá-la triste ou nervosa. — Além do mais, ele me transformou em uma mulher rica
da noite para o dia. Eu sabia que ia morrer e, então, sem mais nem menos, começo a gerar
uma vida! — diz sorridente e passa novamente as mãos na barriga. Flagro-me admirando a
perfeição de seu pescoço, a pulsação tentadora das veias azuis em sua pele morena clara.
Sinto minha boca secar e engulo em seco. — Não posso ter raiva dele.
— Ele quer a criança — murmuro.
— E você? O que quer? — ela indaga e perco a fala porque, sem sucesso, também já
havia me feito aquela mesma pergunta centenas, milhares de vezes. Era difícil demais me
reconhecer diante dela. Aquela mulher era uma terra desconhecida e tentadora demais. Pisco
algumas vezes. Uma voz interna me adverte do perigo iminente. Sei que preciso parar de
encará-la senão morrerei sufocado. Nunca poderia imaginar, entretanto, que ficaria tão
fascinado, tão irremediavelmente satisfeito com esse tipo de partida.
— Você ainda tem bons sentimentos por ele? — pergunto e ela solta uma gargalhada
alta, dessas que faz a terra tremer. Ou será apenas a trepidação do meu coração? Não
consigo mais distinguir. Sinto um prazer inenarrável ao ouvir sua risada alegre, como se não
precisasse de mais nada em minha vida, como se ela fosse o ar a manter meus pulmões em
funcionamento. Levo as mãos à cabeça. Estou perdido.
— “Bons sentimentos”? — repete e solta nova gargalhada. Uma energia maravilhosa
desprende-se dela e explode no ar como centelhas de bem-estar. Lavas de um vulcão de
eletricidade e alegria. Meu corpo entra em chamas e, quanto mais as labaredas de seu fogo
me lambem a alma, mais eu percebo que desejo me queimar. Sinto-me maravilhosamente bem
em fazê-la rir. — Você é muito engraçado!
Negativo. Tinha certeza de que era algo que eu nunca fui.
— Se já notou que Dale não é mais capaz de senti-la, por que não desaparece daqui de
uma vez por todas? — desconverso.
Porque ele não vai nos fazer mal algum e porque...
— Por quê...?
— Porque agora tenho você!
Meu coração vem à boca e só não sai e se espatifa no chão porque meus dentes o
aprisionam bem a tempo. Se já não tinha voz, agora perco a razão. Minhas reações são
intensas e contraditórias. Estou nervoso, excitado ao extremo. Se possível fosse para um
zirquiniano, diria que estou apaixonado.
— A mim?! — engasgo.
— Sim. Agora tenho certeza. Tudo isso aconteceu porque eu tinha que conhecer você,
Ismael. Uma voz me diz que não preciso ficar preocupada se você está por perto. Ela afirma
que você é o meu anjo protetor.
— Você está louca, eu sou um zirquiniano igual a Dale!
— Não é não.
— Como pode dizer isso se mal me conhece?
— Eu sinto isso. Desde o nosso beijo. — Ela me encara. — Penso em você noite e dia
desde o momento que o vi. Nunca senti por ninguém o que você gerou em mim — ela sorri
com vontade, torna a segurar minhas mãos e as leva em direção ao seu ventre. A criança
dentro dela se movimenta no instante em que eu a toco. O que sinto em meu coração
ultrapassa todas as fronteiras. Vértice, Plano, Terra, Zyrk... Nada mais faz sentido. Estou
derretendo de emoção. Sinto minha alma explodir no peito, ir à lua, deixar a galáxia, e voltar
ainda mais energizada.
— Vai dar tudo certo, ok? Você vai ficar bem. A criança vai ficar bem — digo com uma
candura na voz que jamais imaginei que pudesse possuir. Acho que digo as palavras certas
porque ela torna a olhar para mim com intensidade. Seus olhos negros e fulgurantes me
desorientam. Sinto novo calafrio. Tenho certeza de que ela não apenas me olha. Tenho
absoluta convicção de que ela é capaz de enxergar através da minha essência. Sinto um medo
horroroso que ela descubra que sou uma farsa, que me aproximei com a pior das intenções,
que há alguns meses eu desejava matá-la. Sinto vergonha de mim. Repulsa de ser o que sou.
— Além de mim, você é a única pessoa a quem ela responde. O bebê também o ama,
Ismael — finaliza.
“Também”?
Há um terremoto, um furacão, um vulcão em erupção, tudo acontecendo ao mesmo
tempo dentro de mim. Meus alicerces estão irremediavelmente abalados. Estou desmoronando
e sendo reconstruído, pedaço por pedaço. Levo um susto ao perceber que minhas mãos têm
vontade própria e apertam as dela com desejo avassalador. Mais alucinante ainda é a
sensação que aquele toque gera em meu corpo. Tenho a impressão de que a cada novo
contato essa sensação aumenta de intensidade. Quando dou por mim, não é ela quem procura
por mim agora, mas sou eu, desesperado, febril, que a puxo para mim e sufoco sua boca com
um beijo meu.
Finalmente a certeza: estou apaixonado.
Irremediavelmente e para 


Oração do dia 6 Palavras para afirmar-se como dono da própria vida.


Oração do dia 6
Palavras para afirmar-se como dono da própria vida.
Minha natureza verdadeira se identifica com Deus. Deus é o todo de tudo e, sendo assim, nada além de Deus existe de verdade. Deus é o todo de tudo. Por conseguinte, se existo neste mundo, é porque sou um com Deus. Eu existo; logo sou um com Deus. E, por ser um com Deus, dele recebo tudo que é de bom, tudo que é inerente à natureza divina. Tenho tudo que Deus tem. Meu coração vibra de alegria. Minha alma está repleta de júbilo sagrado. Deus é onipotente; portanto, também tenho capacidade infinita. Sou guiado pela onisciência de Deus; por isso tenho sabedoria ilimitada. Deus nunca se cansa, nunca se entedia; portanto eu também nunca me canso, nunca fracasso. Tenho a convicção de que Deus renova constantemente as minhas forças. Coloco-me inteiramente nas mãos de Deus. Por isso, minha mente é inabalável como uma rocha.
Sou completamente livre. Sou livre de discriminações, críticas, imposição de velhos costumes. Procedo de acordo com meu discernimento, pois tenho meu próprio critério. Sou um ser humano, e todo ser humano é filho de Deus; portanto, sou dono da minha própria vida. Não digo aos outros como deve ser a conduta do ser humano. Demonstro-a através do meu modo de viver. Estou exultante, pois alcancei total liberdade. Haverá alegria maior do que a proveniente da conscientização de que somos dotados de atributos divinos? Sou eterno. Na essência, sou vida; sou sabedoria. Minha imagem verdadeira é perfeita, pois espelha a perfeição de Deus. Por isso, manifesto perfeição todos os dias. Sou filho de Deus, pleno de vida. Agradeço a Deus por me despertar para esta verdade.