94- “Mereço o melhor e aceito o melhor agora.”
domingo, 29 de abril de 2018
capitulo 2
CAPÍTULO 2
Naquela fração de segundos, perdi as contas de quantas vezes me perguntei se tudo
aquilo era real. Já deveria estar habituada aos pesadelos a que fui submetida nos últimos dois
meses da minha vida, mas os acontecimentos se atropelavam em uma velocidade tão absurda que era praticamente impossível processar tudo que ocorria ao meu redor.
Havia tensão no ar.
Kevin me puxou para junto dele e não reagi. Jamais poderia imaginar que um dia ficaria satisfeita em ir com ele. Se Stela estava realmente viva, ela só poderia estar em Marmon. E
eu precisava de minha mãe. Da força que apenas ela seria capaz de gerar em mim. Tinha que lhe pedir perdão por tudo, especialmente por ter sido tão cega, tão egoísta.
Como não fui capaz de enxergar todas as loucuras que ela fez por mim? Minha mãe, a pessoa que mais amei no mundo, ainda estava viva. E agora era a minha vez de retribuir o sentimento com que fui inundada, salvá-la, assim como ela fez comigo a partir do momento em que fui concebida. Precisava lhe confessar que tinha muito orgulho em ser sua filha e que a amava acima de tudo.
— Você realmente acredita que sairá daqui com ela, rapaz? — indagou sarcástico o líder de Thron enquanto fazia a varredura do horizonte. O sol de Zyrk surgia timidamente e a neblina começava a se dissipar. Ao longe uma nuvem ganhava definição: um exército de imponentes
cavalos brancos avançava em nossa direção.
— O que pretende fazer, senhor? — Muito antes de olhar, reconheci o dono daquela voz humilde: era Ben. — Richard já está muito mal — apontou preocupado para o corpo desacordado do amigo.
Shakur não respondeu e, com a postura rígida, encarou Richard por um longo momento.
Sua figura negra parecia mais enigmática e assustadora do que nunca.
Quis desviar meu olhar, mas me vi aprisionada em uma terrível constatação: agora que o dia clareava era possível averiguar os terríveis danos no corpo inerte de Richard: supercílio aberto, rosto ensanguentado e sujo de areia, lábios sem cor, costas, braços e abdome repletos de cortes, mãos sujas e pernas tingidas em vermelho vivo do sangue que escorria. O sol de Zyrk não refletia apenas a tensão nos rostos que me rodeavam, mas clareava também
meu cérebro e chacoalhava meu raciocínio.
Ao seu modo, Richard não havia me traído!
Ele tinha conhecimento de que Stela estava viva e me escondeu esse fato porque sempre soube que eu não partiria sem ela e que acabaria colocando minha vida em risco ao
permanecer em Zyrk. Não apenas a minha existência, mas a de milhares estava em jogo.
Richard sabia que já estava condenado ao Vértice devido aos stúpidos erros que havia cometido por minha causa. Tinha ciência de que seus dias estavam contados e de que nunca haveria um futuro para nós. Ele havia me enganado novamente, mas não em proveito próprio.
Todas as loucuras que fez foi para me manter viva, para me livrar da sua gente. Senti o gosto amargo da decepção sendo gradualmente substituído pelo doce sabor do perdão. Quem diria?
Minha morte dera sua vida por mim. Ela preferiu abreviar a própria existência para permitir que eu pudesse viver, para que eu tivesse uma história com início, meio e fim.
Pobre Rick! Ele só havia se esquecido de um detalhe monumental: se eu partisse para a segunda dimensão, eu também morreria. Seu coração zirquiniano não tinha entendimento de que só existe vida onde há amor. E os amores da minha vida estavam ali, em Zyrk.
O som de uma corneta ecoou pela planície desértica e senti uma ardência em meu pescoço.
— Merda! O que eles estão fazendo aqui? — praguejando e me trazendo à realidade, Kevin arrancou meu cordão com violência. Vi quando as pedras marrons escorregaram de seus dedos e suas pupilas trepidaram. Instintivamente amassei a fotografia em minha mão. Ele
não ia tirá-la de mim!
Um porta-estandarte vinha à frente de um pequeno exército de imponentes cavalos brancos. Ele tinha uma bandeira com um trevo de quatro folhas. Em cada folha havia o brasão de cada um dos reinos de Zyrk. Três deles me eram familiares e julguei ser de Marmon o
brasão desconhecido onde havia o desenho de uma pena sobre um papiro aberto. Em seguida, identifiquei a flor de Thron, o raio de Storm e o punho fechado de Windston. No centro do trevo havia um círculo com o desenho de um pássaro voando e carregando uma argola em seu bico. Ele parecia atravessar um portal, pois a parte posterior do seu corpo não era visível.
— Parado, resgatador! — começou em alto tom um homem de meia idade montado em um cavalo atrás do porta-estandarte. Ele era tão magro que as linhas pronunciadas dos seus maxilares davam-lhe uma parência cadavérica. — Até segunda ordem, todos os presentes estão presos e serão levados para Sânsalun, onde serão julgados por terem nfringido as normas fundamentais do Grande Conselho de Zyrk.
Sânsalun? Grande Conselho?
Um murmurinho baixo. Foi tudo que escutei antes de um silêncio perturbador preencher o lugar. Por que ninguém reclamou ou partiu para o confronto? Por que nenhum dos presentes foi contra a ordem dada se o número de homens de branco era bem menor que o grupamento de Kevin e Shakur juntos? Olhei furtivamente para os rosts de Kevin, de seus homens e até mesmo para a metade descoberta da face de Shakur e me deparei com semblantes que variavam entre apreensão e medo. Fui acometida por um surto de compreensão e senti a saliva gelada grudar em minha garganta: conhecendo o temperamento hostil dos zirquinianos, havia um motivo grave para o estado de submissão de Shakur, Kevin e companhia. Os homens de branco montados em seus cavalos também brancos deviam ser exemplares zirquinianos mais poderosos do que aqueles que me rodeavam.
— A híbrida! — soltou o homem cadavérico quando nossos olhares se cruzaram. — Como eu desejei que essa lenda fosse falsa...
— Não entendo, caro Napoleon. O Grande Conselho disse que se manteria afastado deste assunto e... — Kevin tentou argumentar com uma voz calma e gentil. Sua típica voz de serpente pronta para dar o bote.
— Isso foi antes dessa bagunça que vocês aprontaram, resgatador — interrompeu o tal
Napoleon. — Tiveram a chance de eliminá-la ainda na segunda dimensão e a deixaram
escapar. Aqui em Zyrk a híbrida é um perigo incomensurável.
— Mas...
— Calado, resgatador! A não ser que deseje aumentar sua pena — rebateu Napoleon. —
Venha para cá, híbrida! Agora!
Relutante, senti os dedos ofídicos de Kevin liberando meu braço.
— Vá — disse a víbora em alto tom, mas não sem antes cochichar em meu ouvido: —
Não se alegre. Será por pouco tempo.
— Estou contando com isso — sussurrei de volta. Ele fechou a cara.
Por enquanto quero ver no que toda essa confusão vai dar, foi o que eu não disse. O
que também não disse era que eu entrara naquele jogo de cartas marcadas e estava apenas
aguardando a minha vez de jogar. Não havia mais temor dentro de mim e uma força
arrebatadora me impelia a ficar ali e entender meu destino.
Sob a vigilância de todos os olhares, desci com cuidado a montoeira de rochas
irregulares até chegar à base da montanha. Estanquei o passo.
Não! Não! Não! Continuem caminhando, pernas!, ordenava aflita minha razão. Ela sabia
que eu não suportaria vê-lo caído ali tão perto... Ah, Rick! Estava difícil demais não me jogar
sobre seu corpo combalido, sua musculatura e rosto perfeitos ocultados pela capa de sangue
e areia. Não olhe, Nina! Ninguém pode suspeitar sobre o que você sente por ele. Aguente
firme! Mas, e se fosse a última vez que o visse? E se eu o perdesse para sempre? Céus! Eu
precisava tranquilizá-lo, agradecer por tudo que fez para me salvar. A última imagem que
Richard guardou de mim não fazia jus ao sentimento arrasador que nutria por ele. Só um
afago, um mínimo toque, um...
Um relinchar alto. Atordoada, revirei o rosto e me deparei com o enorme cavalo negro de
Shakur passando como um raio por mim e indo em direção ao corpo desacordado de Richard.
O animal estava nervoso. Shakur o impelia a isso. O cavalo empinou nas patas traseiras. O
que aquele líder de negro ia fazer? Ele ia pisoteá-lo? Shakur ia acabar de matá-lo?
— NÃO! — Ouvi um berro, mas não foi o meu porque minha voz entrou em estado de
choque e simplesmente travou na garganta. O cavalo negro bufou ainda no ar e Shakur
conseguiu contê-lo a tempo de evitar outra morte. Quando suas patas dianteiras tocaram o
chão, passaram de raspão pelas costas ensanguentadas de Richard. — Ora, ora... Quanto
tempo! Vejo que seu gênio continua indomável, caro líder!
Shakur não respondeu, permanecendo indecifrável por detrás de sua máscara negra. Vi
quando seus olhos azuis se estreitaram e correram furtivamente de mim para Richard e depois
tornaram a encarar Napoleon. O homem de branco fez um sinal com a cabeça e dois de seus
homens vieram em minha direção. Eles tinham a fisionomia assustada enquanto prendiam as
minhas mãos com cordas e me levavam até o cavalo ao lado do seu líder.
— Esse resgatador é um homem condenado e agora está sob os desígnios do Grande
Conselho — retrucou Napoleon. — Entendo que você queira vingar a morte de Collin, seu filho,
mas Richard de Thron foi condenado ao Vértice e pagará com a pena máxima de Zyrk.
— Isso é ridículo! — trovejou Shakur, balançando as rédeas do seu animal de um lado
para o outro. — Há centenas de anos não empregamos tal penalidade e vocês não podem me
tirar esse direito. Richard traiu Thron e cabe apenas a mim penalizá-lo.
— São ordens do Conselho! — bradou Napoleon. De perto, sua figura era ainda mais
magra que imaginei e veias arroxeadas saltavam em sua pele sem viço. — A híbrida ficará sob
meus cuidados durante todo o percurso até Sânsalun — determinou enquanto puxava as
rédeas do seu cavalo com força exagerada.
— São oito luas até Sânsalun! — reclamou Kevin. — É muito tempo.
— A viagem será concluída na metade do tempo — rebateu Napoleon.
— Então teremos que viajar à noite! — afirmou Ben preocupado.
— Eu não disse que todos concluirão a viagem, resgatador — Napoleon deixou escapar
um sorriso irônico.
Os homens entreolharam-se, evidenciando faces sem cor em semblantes repletos de
vincos. As palavras nas entrelinhas de Napoleon... Muitos deles morreriam durante esse
trajeto até Sânsalun? Era isso?
— Os governantes precisam ser avisados sobre o julgamento! — Kevin se adiantou.
— Já enviamos mensageiros aos três clãs — Napoleon alargou o sorriso torto. —
Obrigado por me poupar um mensageiro, Shakur.
— De nada — rebateu o líder de Thron, encarando-o com sua postura altiva e
assustadora de sempre. — É sempre um prazer estar à frente dos demais. Na verdade, sinto
grande pesar — soltou uma risadinha sarcástica —, em saber que estou à frente inclusive de
incompetentes que integram o quadro atual do Grande Conselho.
Fato: os dois travavam uma discussão particular.
— Shakur ficará em um animal à minha frente para que eu possa vigiá-lo! — Napoleon
fechou a cara e comandou: — Amarrem os resgatadores principais e os prendam aos seus
cavalos. Os demais farão a viagem a pé.
— Pouparíamos energia se deixássemos o resgatador principal de Thron aí mesmo, caro
mestre — comentou um soldado de branco. — Nos poupará tempo e trabalho também. Ele
não sobreviverá à viagem de qualquer forma.
Senti um misto de pavor e angústia com aquelas palavras. Richard não podia morrer. Ele
tinha de aguentar e sobreviver. Ele sempre foi tão forte, resistente à dor, destemido e tão
cheio de vida que a ideia de perdê-lo parecia algo impossível, intangível, como se ele fosse um
super-herói, um imortal. Mas ele não era. E, em questão de dias, horas talvez, ele poderia não
mais existir. Estremeci quando uma voz interior começou a me preparar para o pior.
— Eu sei — Napoleon finalmente parou para estudar o corpo destroçado de Richard. —
Mas o crime deste resgatador foi sério demais para ter uma partida tão simples assim. Ele
servirá de exemplo e deverá ter uma punição à altura de seus erros. Além do mais, Sertolin,
nosso líder, não quer que deixemos ninguém para trás.
— Como preferir, senhor. — O subalterno repuxou os lábios e tornou a se posicionar
atrás de Napoleon.
— Prendam todos! — tornou a ordenar Napoleon e os soldados de branco acataram,
mas, em vez de virem em nossa direção com armas em punho, começaram a rodar os braços
no ar como vaqueiros girando cordas para laçar um animal. Comprimi os olhos quando uma
súbita ventania avançou sobre o meu rosto. Vários redemoinhos de energia surgiram no ar,
faiscantes e perigosos, e uma grande teia de eletricidade foi sendo tecida bem diante de
nossos olhos. Então entendi o que estava acontecendo ali afinal de contas: Magia! Era por
isso que ninguém contestou a ordem dada por Napoleon: ele tinha poderes sobrenaturais e
não vinha acompanhado de um exército comum, mas sim de um batalhão de magos
disfarçados em trajes de soldados brancos.
— Não! — berrou Ben, avançando com seu animal para proteger Shakur quando
Napoleon moveu suas mãos em direção ao líder de preto. Num passe de mágica, seu cavalo
tombou, desacordado, enquanto o corpo do pobre coitado era suspenso no ar. Ele se
contorcia com violência, como se estivesse em convulsão. Ben queria berrar, mas voz alguma
era emitida de sua boca e apenas um filete de sangue surgiu em seu lugar. Seu rosto foi
tomado pela cor roxa e seus olhos começaram a ficar estranhos, ausentes. Céus! Napoleon o
estava matando!
— Pare com isso! Não irei resistir — trovejou Shakur, apontando o dedo para Napoleon.
— Liberte o infeliz, Napoleon!
Detectei o olhar frio do bruxo ficando hesitante. Em seguida Napoleon diminuiu o
movimento de seu braço, abriu um sorriso mordaz e Ben caiu desacordado aos pés do líder de
Thron, que apenas soltou um suspiro rouco, abaixou a cabeça e deixou os ombros tombarem,
em sinal de sua própria rendição.
— Como conseguiram as pedras malditas? Onde elas estão? — indagou subitamente
Napoleon.
Kevin fez uma cara cínica, Shakur não se mexeu e os resgatadores de ambos os grupos
permaneceram em um silêncio perturbador. Por que Napoleon não utilizava sua poderosa
magia para detectar onde as pedras-bloqueio estavam? Por que ninguém ali falava a
verdade? Por que não delataram a víbora do Kevin? Encarei Kevin que olhou rapidamente
para mim e notei um discreto trepidar de suas pupilas. Tive uma vontade louca de gritar e dizer
que as malditas pedras estavam ali, com ele. Assim aquele crápula também seria condenado
ao Vértice e eu me veria livre de sua cara asquerosa para sempre. Mas algo dentro de mim
sinalizava para ficar quieta como todos os demais.
— Se algum de vocês souber sobre o paradeiro destas malditas pedras-bloqueio é
melhor que fale agora ou também será considerado cúmplice na fuga da híbrida. É meu último
aviso — ameaçou sombrio Napoleon, desconfiado com o suspeito silêncio. — Muito bem.
Vocês pediram.
Naquela fração de segundos, perdi as contas de quantas vezes me perguntei se tudo
aquilo era real. Já deveria estar habituada aos pesadelos a que fui submetida nos últimos dois
meses da minha vida, mas os acontecimentos se atropelavam em uma velocidade tão absurda que era praticamente impossível processar tudo que ocorria ao meu redor.
Havia tensão no ar.
Kevin me puxou para junto dele e não reagi. Jamais poderia imaginar que um dia ficaria satisfeita em ir com ele. Se Stela estava realmente viva, ela só poderia estar em Marmon. E
eu precisava de minha mãe. Da força que apenas ela seria capaz de gerar em mim. Tinha que lhe pedir perdão por tudo, especialmente por ter sido tão cega, tão egoísta.
Como não fui capaz de enxergar todas as loucuras que ela fez por mim? Minha mãe, a pessoa que mais amei no mundo, ainda estava viva. E agora era a minha vez de retribuir o sentimento com que fui inundada, salvá-la, assim como ela fez comigo a partir do momento em que fui concebida. Precisava lhe confessar que tinha muito orgulho em ser sua filha e que a amava acima de tudo.
— Você realmente acredita que sairá daqui com ela, rapaz? — indagou sarcástico o líder de Thron enquanto fazia a varredura do horizonte. O sol de Zyrk surgia timidamente e a neblina começava a se dissipar. Ao longe uma nuvem ganhava definição: um exército de imponentes
cavalos brancos avançava em nossa direção.
— O que pretende fazer, senhor? — Muito antes de olhar, reconheci o dono daquela voz humilde: era Ben. — Richard já está muito mal — apontou preocupado para o corpo desacordado do amigo.
Shakur não respondeu e, com a postura rígida, encarou Richard por um longo momento.
Sua figura negra parecia mais enigmática e assustadora do que nunca.
Quis desviar meu olhar, mas me vi aprisionada em uma terrível constatação: agora que o dia clareava era possível averiguar os terríveis danos no corpo inerte de Richard: supercílio aberto, rosto ensanguentado e sujo de areia, lábios sem cor, costas, braços e abdome repletos de cortes, mãos sujas e pernas tingidas em vermelho vivo do sangue que escorria. O sol de Zyrk não refletia apenas a tensão nos rostos que me rodeavam, mas clareava também
meu cérebro e chacoalhava meu raciocínio.
Ao seu modo, Richard não havia me traído!
Ele tinha conhecimento de que Stela estava viva e me escondeu esse fato porque sempre soube que eu não partiria sem ela e que acabaria colocando minha vida em risco ao
permanecer em Zyrk. Não apenas a minha existência, mas a de milhares estava em jogo.
Richard sabia que já estava condenado ao Vértice devido aos stúpidos erros que havia cometido por minha causa. Tinha ciência de que seus dias estavam contados e de que nunca haveria um futuro para nós. Ele havia me enganado novamente, mas não em proveito próprio.
Todas as loucuras que fez foi para me manter viva, para me livrar da sua gente. Senti o gosto amargo da decepção sendo gradualmente substituído pelo doce sabor do perdão. Quem diria?
Minha morte dera sua vida por mim. Ela preferiu abreviar a própria existência para permitir que eu pudesse viver, para que eu tivesse uma história com início, meio e fim.
Pobre Rick! Ele só havia se esquecido de um detalhe monumental: se eu partisse para a segunda dimensão, eu também morreria. Seu coração zirquiniano não tinha entendimento de que só existe vida onde há amor. E os amores da minha vida estavam ali, em Zyrk.
O som de uma corneta ecoou pela planície desértica e senti uma ardência em meu pescoço.
— Merda! O que eles estão fazendo aqui? — praguejando e me trazendo à realidade, Kevin arrancou meu cordão com violência. Vi quando as pedras marrons escorregaram de seus dedos e suas pupilas trepidaram. Instintivamente amassei a fotografia em minha mão. Ele
não ia tirá-la de mim!
Um porta-estandarte vinha à frente de um pequeno exército de imponentes cavalos brancos. Ele tinha uma bandeira com um trevo de quatro folhas. Em cada folha havia o brasão de cada um dos reinos de Zyrk. Três deles me eram familiares e julguei ser de Marmon o
brasão desconhecido onde havia o desenho de uma pena sobre um papiro aberto. Em seguida, identifiquei a flor de Thron, o raio de Storm e o punho fechado de Windston. No centro do trevo havia um círculo com o desenho de um pássaro voando e carregando uma argola em seu bico. Ele parecia atravessar um portal, pois a parte posterior do seu corpo não era visível.
— Parado, resgatador! — começou em alto tom um homem de meia idade montado em um cavalo atrás do porta-estandarte. Ele era tão magro que as linhas pronunciadas dos seus maxilares davam-lhe uma parência cadavérica. — Até segunda ordem, todos os presentes estão presos e serão levados para Sânsalun, onde serão julgados por terem nfringido as normas fundamentais do Grande Conselho de Zyrk.
Sânsalun? Grande Conselho?
Um murmurinho baixo. Foi tudo que escutei antes de um silêncio perturbador preencher o lugar. Por que ninguém reclamou ou partiu para o confronto? Por que nenhum dos presentes foi contra a ordem dada se o número de homens de branco era bem menor que o grupamento de Kevin e Shakur juntos? Olhei furtivamente para os rosts de Kevin, de seus homens e até mesmo para a metade descoberta da face de Shakur e me deparei com semblantes que variavam entre apreensão e medo. Fui acometida por um surto de compreensão e senti a saliva gelada grudar em minha garganta: conhecendo o temperamento hostil dos zirquinianos, havia um motivo grave para o estado de submissão de Shakur, Kevin e companhia. Os homens de branco montados em seus cavalos também brancos deviam ser exemplares zirquinianos mais poderosos do que aqueles que me rodeavam.
— A híbrida! — soltou o homem cadavérico quando nossos olhares se cruzaram. — Como eu desejei que essa lenda fosse falsa...
— Não entendo, caro Napoleon. O Grande Conselho disse que se manteria afastado deste assunto e... — Kevin tentou argumentar com uma voz calma e gentil. Sua típica voz de serpente pronta para dar o bote.
— Isso foi antes dessa bagunça que vocês aprontaram, resgatador — interrompeu o tal
Napoleon. — Tiveram a chance de eliminá-la ainda na segunda dimensão e a deixaram
escapar. Aqui em Zyrk a híbrida é um perigo incomensurável.
— Mas...
— Calado, resgatador! A não ser que deseje aumentar sua pena — rebateu Napoleon. —
Venha para cá, híbrida! Agora!
Relutante, senti os dedos ofídicos de Kevin liberando meu braço.
— Vá — disse a víbora em alto tom, mas não sem antes cochichar em meu ouvido: —
Não se alegre. Será por pouco tempo.
— Estou contando com isso — sussurrei de volta. Ele fechou a cara.
Por enquanto quero ver no que toda essa confusão vai dar, foi o que eu não disse. O
que também não disse era que eu entrara naquele jogo de cartas marcadas e estava apenas
aguardando a minha vez de jogar. Não havia mais temor dentro de mim e uma força
arrebatadora me impelia a ficar ali e entender meu destino.
Sob a vigilância de todos os olhares, desci com cuidado a montoeira de rochas
irregulares até chegar à base da montanha. Estanquei o passo.
Não! Não! Não! Continuem caminhando, pernas!, ordenava aflita minha razão. Ela sabia
que eu não suportaria vê-lo caído ali tão perto... Ah, Rick! Estava difícil demais não me jogar
sobre seu corpo combalido, sua musculatura e rosto perfeitos ocultados pela capa de sangue
e areia. Não olhe, Nina! Ninguém pode suspeitar sobre o que você sente por ele. Aguente
firme! Mas, e se fosse a última vez que o visse? E se eu o perdesse para sempre? Céus! Eu
precisava tranquilizá-lo, agradecer por tudo que fez para me salvar. A última imagem que
Richard guardou de mim não fazia jus ao sentimento arrasador que nutria por ele. Só um
afago, um mínimo toque, um...
Um relinchar alto. Atordoada, revirei o rosto e me deparei com o enorme cavalo negro de
Shakur passando como um raio por mim e indo em direção ao corpo desacordado de Richard.
O animal estava nervoso. Shakur o impelia a isso. O cavalo empinou nas patas traseiras. O
que aquele líder de negro ia fazer? Ele ia pisoteá-lo? Shakur ia acabar de matá-lo?
— NÃO! — Ouvi um berro, mas não foi o meu porque minha voz entrou em estado de
choque e simplesmente travou na garganta. O cavalo negro bufou ainda no ar e Shakur
conseguiu contê-lo a tempo de evitar outra morte. Quando suas patas dianteiras tocaram o
chão, passaram de raspão pelas costas ensanguentadas de Richard. — Ora, ora... Quanto
tempo! Vejo que seu gênio continua indomável, caro líder!
Shakur não respondeu, permanecendo indecifrável por detrás de sua máscara negra. Vi
quando seus olhos azuis se estreitaram e correram furtivamente de mim para Richard e depois
tornaram a encarar Napoleon. O homem de branco fez um sinal com a cabeça e dois de seus
homens vieram em minha direção. Eles tinham a fisionomia assustada enquanto prendiam as
minhas mãos com cordas e me levavam até o cavalo ao lado do seu líder.
— Esse resgatador é um homem condenado e agora está sob os desígnios do Grande
Conselho — retrucou Napoleon. — Entendo que você queira vingar a morte de Collin, seu filho,
mas Richard de Thron foi condenado ao Vértice e pagará com a pena máxima de Zyrk.
— Isso é ridículo! — trovejou Shakur, balançando as rédeas do seu animal de um lado
para o outro. — Há centenas de anos não empregamos tal penalidade e vocês não podem me
tirar esse direito. Richard traiu Thron e cabe apenas a mim penalizá-lo.
— São ordens do Conselho! — bradou Napoleon. De perto, sua figura era ainda mais
magra que imaginei e veias arroxeadas saltavam em sua pele sem viço. — A híbrida ficará sob
meus cuidados durante todo o percurso até Sânsalun — determinou enquanto puxava as
rédeas do seu cavalo com força exagerada.
— São oito luas até Sânsalun! — reclamou Kevin. — É muito tempo.
— A viagem será concluída na metade do tempo — rebateu Napoleon.
— Então teremos que viajar à noite! — afirmou Ben preocupado.
— Eu não disse que todos concluirão a viagem, resgatador — Napoleon deixou escapar
um sorriso irônico.
Os homens entreolharam-se, evidenciando faces sem cor em semblantes repletos de
vincos. As palavras nas entrelinhas de Napoleon... Muitos deles morreriam durante esse
trajeto até Sânsalun? Era isso?
— Os governantes precisam ser avisados sobre o julgamento! — Kevin se adiantou.
— Já enviamos mensageiros aos três clãs — Napoleon alargou o sorriso torto. —
Obrigado por me poupar um mensageiro, Shakur.
— De nada — rebateu o líder de Thron, encarando-o com sua postura altiva e
assustadora de sempre. — É sempre um prazer estar à frente dos demais. Na verdade, sinto
grande pesar — soltou uma risadinha sarcástica —, em saber que estou à frente inclusive de
incompetentes que integram o quadro atual do Grande Conselho.
Fato: os dois travavam uma discussão particular.
— Shakur ficará em um animal à minha frente para que eu possa vigiá-lo! — Napoleon
fechou a cara e comandou: — Amarrem os resgatadores principais e os prendam aos seus
cavalos. Os demais farão a viagem a pé.
— Pouparíamos energia se deixássemos o resgatador principal de Thron aí mesmo, caro
mestre — comentou um soldado de branco. — Nos poupará tempo e trabalho também. Ele
não sobreviverá à viagem de qualquer forma.
Senti um misto de pavor e angústia com aquelas palavras. Richard não podia morrer. Ele
tinha de aguentar e sobreviver. Ele sempre foi tão forte, resistente à dor, destemido e tão
cheio de vida que a ideia de perdê-lo parecia algo impossível, intangível, como se ele fosse um
super-herói, um imortal. Mas ele não era. E, em questão de dias, horas talvez, ele poderia não
mais existir. Estremeci quando uma voz interior começou a me preparar para o pior.
— Eu sei — Napoleon finalmente parou para estudar o corpo destroçado de Richard. —
Mas o crime deste resgatador foi sério demais para ter uma partida tão simples assim. Ele
servirá de exemplo e deverá ter uma punição à altura de seus erros. Além do mais, Sertolin,
nosso líder, não quer que deixemos ninguém para trás.
— Como preferir, senhor. — O subalterno repuxou os lábios e tornou a se posicionar
atrás de Napoleon.
— Prendam todos! — tornou a ordenar Napoleon e os soldados de branco acataram,
mas, em vez de virem em nossa direção com armas em punho, começaram a rodar os braços
no ar como vaqueiros girando cordas para laçar um animal. Comprimi os olhos quando uma
súbita ventania avançou sobre o meu rosto. Vários redemoinhos de energia surgiram no ar,
faiscantes e perigosos, e uma grande teia de eletricidade foi sendo tecida bem diante de
nossos olhos. Então entendi o que estava acontecendo ali afinal de contas: Magia! Era por
isso que ninguém contestou a ordem dada por Napoleon: ele tinha poderes sobrenaturais e
não vinha acompanhado de um exército comum, mas sim de um batalhão de magos
disfarçados em trajes de soldados brancos.
— Não! — berrou Ben, avançando com seu animal para proteger Shakur quando
Napoleon moveu suas mãos em direção ao líder de preto. Num passe de mágica, seu cavalo
tombou, desacordado, enquanto o corpo do pobre coitado era suspenso no ar. Ele se
contorcia com violência, como se estivesse em convulsão. Ben queria berrar, mas voz alguma
era emitida de sua boca e apenas um filete de sangue surgiu em seu lugar. Seu rosto foi
tomado pela cor roxa e seus olhos começaram a ficar estranhos, ausentes. Céus! Napoleon o
estava matando!
— Pare com isso! Não irei resistir — trovejou Shakur, apontando o dedo para Napoleon.
— Liberte o infeliz, Napoleon!
Detectei o olhar frio do bruxo ficando hesitante. Em seguida Napoleon diminuiu o
movimento de seu braço, abriu um sorriso mordaz e Ben caiu desacordado aos pés do líder de
Thron, que apenas soltou um suspiro rouco, abaixou a cabeça e deixou os ombros tombarem,
em sinal de sua própria rendição.
— Como conseguiram as pedras malditas? Onde elas estão? — indagou subitamente
Napoleon.
Kevin fez uma cara cínica, Shakur não se mexeu e os resgatadores de ambos os grupos
permaneceram em um silêncio perturbador. Por que Napoleon não utilizava sua poderosa
magia para detectar onde as pedras-bloqueio estavam? Por que ninguém ali falava a
verdade? Por que não delataram a víbora do Kevin? Encarei Kevin que olhou rapidamente
para mim e notei um discreto trepidar de suas pupilas. Tive uma vontade louca de gritar e dizer
que as malditas pedras estavam ali, com ele. Assim aquele crápula também seria condenado
ao Vértice e eu me veria livre de sua cara asquerosa para sempre. Mas algo dentro de mim
sinalizava para ficar quieta como todos os demais.
— Se algum de vocês souber sobre o paradeiro destas malditas pedras-bloqueio é
melhor que fale agora ou também será considerado cúmplice na fuga da híbrida. É meu último
aviso — ameaçou sombrio Napoleon, desconfiado com o suspeito silêncio. — Muito bem.
Vocês pediram.
Oração do dia 29 Palavras para firmar a união com Deus
Oração do dia 29
Palavras para firmar a união com Deus
Ó ser eterno, eu vivo e respiro envolto em seus braços. Sou sua manifestação; sou um ser manifestado por sua vida; sou sua auto-expressão; sou a personificação de seu amor; sou a concretização de sua sabedoria; sou vida, amor, sabedoria e paz; sou a essência do ser, a quem não pode conferir um nome definido; sou espírito; sou vida eterna; sou existência verdadeira; sou a essência latente em todas as coisas; sou imortal, porque sou a própria vida; sou inadoecível, porque a saúde me é inerente; nunca me aborreço, pois sou a personificação da alegria. Para alcançar a grande auto-afirmação, expulso da minha mente tudo que é negativo. Sou existência real, sou a imagem verdadeira. Nada existe que me atemorize; perigo algum pode se aproximar de mim. Sou um ser real, sou espírito, sou vida. Jamais morrerei, pois vivo com Deus. Deus é onipresente, Senhor, faça com que eu viva o dia de hoje com serenidade e paz. Caso surjam complicações ou contratempos, faça com que eu encontre abrigo no seu templo sagrado. Mantenha-me sob a proteção de sua onipotência. Sou existência verdadeira, sou um ser real. No recôndito de minha alma, reinam a paz e a tranqüilidade. Agradeço-lhe, Deus-Pai.
sábado, 28 de abril de 2018
3 - Sem Interesse Próprio: Dando sem esperar nada em troca - ALEF NUN NUN
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REFLEXÂO:
Se você respondeu "sim" às perguntas [quadro acima], provavelmente suas ações positivas são feitas sob a condição de você receber mais para a frente alguma forma de benefício.
Freqüentemente ajudamos pessoas ou prestamos favores com interesses próprios ocultos.
A amizade que oferecemos geralmente é condicional, sem sequer nos apercebermos disto.
Queremos algo em troca.
Pode ser uma posição social, um empréstimo ou, ainda, um favor que pretendemos pedir no futuro.
Geralmente, esperamos algo em troca de nossas ações de compartilhar.
Por exemplo, o nome de um patrono é inscrito em uma placa exposta no saguão.
Acontece um jantar em honra ao benfeitor.
Uma ala de hospital recebe o nome de um doador.
Na Cabala, isto não é considerado compartilhar incondicional.
O verdadeiro compartilhar é anônimo, de tal forma que nem o doador nem o receptor tenham idéia de quem é o outro.
O doador dá, e pronto.
Os doadores sentem prazer pelo ato anônimo e incondicional do puro compartilhar, sem esperar nada em troca.
É assim que eles recebem tudo!
Quando damos amor incondicional e realizamos verdadeiras ações de compartilhar, a alegria que obtemos provém da nossa doação e não daquilo que queremos em troca.
AÇÂO:
O egoísmo, os motivos ulteriores e os interesses próprios dão vez a atos puros de e amizade, de amor incondicional e de doação.
Em troca, você atrai para a sua vida amigos verdadeiros e calorosos, alegria e plenitude.
MEDITE NESTAS LETRAS E VOCALIZE: Niná
AÇÃO: Concentre-se em ser mais criativo durante todo o dia de
conexão com este anjo. Existem muitas formas de se fazer isto:
Nas relações afetivas, no trabalho. Que tal um programa noturno
que você adora e não faz ha tempo? Ou quem sabe começar a
escrever algo?
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Minutos de Sabedoria 1
Minutos de Sabedoria
1
Não Critique! Procure antes colaborar com todos, sem fazer críticas. A crítica fere, e ninguém gosta de ser ferido. E a criatura que gosta de criticar, aos poucos, se vê isolada de todos. Se vir alguma coisa errada, fale com amor e carinho, procurando ajudar. Mas, sobretudo, procure corrigir os outros, através de seu próprio exemplo!
Carlos Torres Pastorino
Seicho-No-Ie do Brasil - Mensagem Diária
Seicho-No-Ie do Brasil - Mensagem Diária
PARA OS QUE RIEM ALEGREMENTE, ABRE-SE A PORTA DA SAÚDE E DA FELICIDADE.
O sorriso alegre e o sentimento de gratidão produzem sangue puro e sadio. Por mais remédios que alguém tome para estimular a produção de sangue, isso de nada lhe adiantará se ele estiver turvando o sangue com a mente sombria. Muitos doentes não conseguem a cura por essa razão. Deteriorando-se a mente, deteriora-se o corpo; deteriorando-se a mente, deterioram-se os negócios. Diz-se que “a felicidade entra no lar onde soam risos de alegria”. Nenhum método de promover a saúde e a felicidade é melhor do que o sorriso alegre.
28º Dia do Mês
28º Dia do Mês
1. Neste dia do mês fazer o mesmo foco, como no oitavo dia, mas com a seguinte
diferença importante: você tem notado que, possivelmente, com o dia anterior, no dia
27, que na determinação do conteúdo do foco os números 2 e 7 foram adicionados: 2 +
7 = 9. Neste caso, o número 28 é composto por os números 2 e 8. Aqui você multiplicar 2
por 8: 2 x 8 = 16. Deste modo, o 8 é dobrado e por esta razão, o exercício do dia 8 é
repetido.
Esta repetição não deve, no entanto, ser uma cópia exata do trabalho anterior. Você
deve mudar alguma coisa e você primeiramente precisa mudar algo em si mesmo, por
exemplo, na sua perspectiva. Ao fazer o foco de acordo com o método antigo, você
deve encontrar algo de novo nele. Olhá-lo de uma perspectiva diferente. Sua
compreensão e percepção deste exercício deve continuamente ampliar e aprofundar.
Este é um processo criativo. É favorável o seu desenvolvimento.
2. Dígitos para Concentração
* Concentre-se intensamente na sequência de sete números: 1854512
* Concentre-se intensamente na sequência de nove números: 195814210
3. Veja como você vê o mundo inteiro. Olhe para o Criador e como o Criador o vê e
adquira uma compreensão do que o Criador quer de você. Olhe para seu rosto e você
vai ver onde ele está olhando. Você vai ver que o Criador é também olhar para os
fenômenos distantes do mundo. É sua tarefa para dar sentido a esses fenômenos.
Você deve fazer os fenômenos do mundo, sejam eles quais forem, harmoniosos. Esta é a
sua verdadeira vocação. Você deve dar à luz e criar mundos que sempre será
harmonioso. O Criador já criou o Criador já formado, e sua tarefa é seguir esse caminho
porque você é criado à imagem e forma de Deus, assim como o próprio Criador foi
criado.
O Criador criou a si mesmo, mas ele também criou você. Criar-se e criar todas as outras.
Dê prosperidade geral a todos e você terá o mundo que foi criado para você, para
todos e para o Criador. Criar para o Criador, pois ele criou você. Criar para o Criador,
pois ele criou tudo. E por esta razão sempre criar tudo o que você criar também para o
Criador.
93 - Louise Hay
93- “Neste preciso momento, há muita riqueza e poder ao meu dispor. Escolho sentir que os mereço.
imocio do livro
CAPÍTULO 1
— Não vou chamar de novo! — advertiu mamãe.
Ah, não! Aquele sonho outra vez?
O maldito sempre surgia nos momentos mais conturbados da minha vida. Acreditava que
era uma forma de defesa, uma tentativa desesperada do meu organismo em me manter
mentalmente sã. Hoje mais parecia uma piada de mau gosto, um presente sádico do meu
subconsciente.
— Venham antes que a comida esfrie! — Stela começava a perder a paciência.
Venham...
Sim. Havia uma terceira pessoa naquele sonho. Nunca a vi, mas ainda experimento uma
emoção diferente, algo entre pesar e felicidade toda vez que me recordo da assinatura
inesquecível plainando no ar, a tatuagem de um botão de rosa esculpido na mão grande e
morena. Outra traquinagem que meu subconsciente insistia em me pregar e que, durante anos,
gerou desgastantes discussões com minha mãe. Stela afirmava categoricamente que era
imaginação da minha fértil cabeça de criança, que nada daquilo existiu. Verdade ou não, não
importava mais. Eu já sabia como o sonho acabaria: eu emburraria a cara porque mamãe me
obrigaria a parar de brincar para comer. Em seguida ela ameaçaria me levar ao médico.
— Vocês dois! Parem com a brincadeira e venham comer! — bufou ela, mas não havia
insatisfação em seu semblante. Pelo contrário, Stela estava feliz. Havia um brilho nos seus
olhos que nunca tive o prazer de presenciar, nem mesmo em nossos melhores momentos.
— Mas nós não acabamos o castelo! — resmunguei de volta. Eu estava em um dos
playgrounds do Central Park, as pernas miúdas afundadas em um tanque de areia. Devia ser
final de semana da primavera porque o céu estava muito azul, as flores tinham cores fortes e
definidas, e as folhagens exibiam o verde exuberante da vida em seu esplendor. O lugar
vibrava lotado de crianças brincando, jovens namorando, pessoas praticando exercícios,
outras lendo livros sob a copa das árvores e famílias fazendo piqueniques.
— Nina, você quer ficar doente?
Emburrei a cara.
Confere.
— Quer ir para o médico outra vez?
Confere.
— Venha comer e depois você acaba de construir o seu castelo de areia — acrescentou
ela.
Confere.
Em seguida mamãe apontaria para a travessa cheia de biscoitos de nata sobre a toalha
xadrez vermelha e branca e o sonho se desintegraria em mil pedaços. Três, dois, um, e...
— Depois continuaremos, Pequenina — uma voz masculina dirigiu-se a mim com candura.
Congelei.
Como assim? O sonho nunca foi até aquela parte! Que droga de brincadeira do meu
subconsciente era essa agora?
— Assim que acabarmos de comer vou encontrar uma flor bem bonita para fazer de torre
para o nosso castelo, tá? — acrescentou a voz masculina. — Será o castelo mais bonito do
mundo!
— De todo o mundo? — perguntei empolgadíssima.
— De todos os mundos! — afirmou ele.
Aquela voz... Ela nunca havia se dirigido a mim antes!
Eu queria dar um pause, precisava processar aquela voz em minha mente, vasculhar
minha memória à procura de pistas, mas o sonho prosseguia num ritmo acelerado e me pegou
desprevenida. Minha visão se limitava às minhas pequeninas mãos segurando uma pá de
brinquedo e um baldinho de plástico rosa transbordando areia. Ainda assim, foi o suficiente
para fazer todo meu corpo arrepiar e meu coração entrar num compasso desritmado.
— Deixa só mais um pouquinho, papai — minha voz infantil pediu de maneira melosa. —
Por favor?
“Papai”?!
Minha boca despencou, meu raciocínio se liquefez e me vi atordoada. Acorde, Nina!,
obriguei-me a despertar daquele transe sem sentido, sair daquela cilada bem bolada que
minha mente havia inventado para não sucumbir ao pânico, fugir daquele labirinto de emoções
perturbadoras. Nada daquilo fazia sentido. Nada daquilo havia acontecido. Nada daquilo era
verdade. Nada daquilo...
— Mamãe está chamando e ela tem razão. Você ainda não comeu hoje. Vai ficar muito
fraquinha. Você não disse que queria ser forte? — continuava a voz masculina. Ela era grave,
mas gentil ao mesmo tempo, muito gentil. Novo calafrio. Eu a conhecia de algum lugar... Aquilo
não era fruto da minha imaginação! Era uma recordação do meu passado! Uma lembrança de
um momento que realmente havia acontecido!
Droga! Eu queria enxergar... Eu precisava enxergar! Eu precisava conhecer meu pai!
— Sim, papai. Eu quero ser forte igual a você — respondi animada, mas meus estúpidos
olhos continuavam a focar o punhado de areia aprisionado em minhas mãos miúdas. Comecei
a ficar desesperada e com vontade de estrangular o meu eu em miniatura. Eu precisava
levantar a cabeça e olhar para aquele homem, tinha de conhecer meu pai antes que aquela
rara recordação se desintegrasse em milhares de pedaços e fosse varrida novamente para as
profundezas de minha memória. Entrei em desespero ao imaginar que aquilo poderia
acontecer a qualquer instante.
A voz soltou uma gargalhada de satisfação e, em seguida, senti meu corpo ser levantado
com absurda facilidade e rodopiado no ar. O verde das folhagens entremeado ao marrom das
árvores e o azul do céu cercando-me em um borrão de felicidade. Minhas pequeninas pernas
flutuando no ar. Quantos anos eu tinha? Três? Quatro?
— Não me solte, papai! — pedi com o coração acelerado.
— Nunca, Pequenina. Nunca. — Senti seus braços enormes me envolverem num abraço
quente e aconchegante, abraço de pai. O homem do sonho tornou a me colocar no chão,
acomodando-me cuidadosamente sobre a toalha xadrez. A sensação de um toque úmido e
delicado em minha testa fez a emoção em meu peito transbordar: um beijo.
Droga, Nina! Olhe para ele, sua criança estúpida!
— Aonde você vai? — perguntou mamãe para o homem assim que o viu começar a se
afastar de nós. Eu ainda consegui visualizar seus pés morenos pisoteando a grama bem
aparada onde havia largado meus brinquedos.
— Vou ver se acho um botão de rosa branca para colocar no nosso castelo. — Foi a
resposta animada de papai.
Mas que merda, Nina! Olhe logo para ele, sua...
Então, subitamente, minha cabeça mirim mudou seu ângulo de inclinação e olhou para
ele. Pisquei várias vezes antes de presenciar meu mundo girar de emoção e ruir. Senti meu
coração ser triturado e se tornar pó dentro do peito.
Era o homem da foto!
E agora também entendia o brilho nos olhos de mamãe. Papai era uma figura
hipnotizante: na casa dos trinta anos de idade, ele era alto, musculoso e muito bonito. Seus
traços marcantes conseguiam destacar ainda mais o azul dos olhos em sua pele morena. Olhei
para mamãe e vi uma mulher pequena e muito atraente, o corpo bem feito e cheio de curvas,
volumosos cabelos negros e vívidos olhos da mesma cor. Pelos meus cálculos, ali ela devia ter
uns vinte e cinco anos. Como um telespectador do próprio sonho, comparei minha pele pálida
com a dos dois, meu corpo longilíneo e meus cabelos castanhos alourados. Afundei o rosto
nas mãos e fui tomada por nova dor. Eu não era filha deles! Aquele homem não era meu pai!
E se... Por um instante cheguei a questionar se Stela seria também a minha mãe, mas
rechacei aquela ideia sombria da cabeça. Claro que era!
— Vá depois — tornou mamãe a pedir. — Primeiro coma uma fatia do bolo, amor.
— Bolo de laranja com coco? Você fez para mim? — O homem que se dizia meu pai
estancou o passo, abriu um sorriso estonteante de tão perfeito e lançou uma piscadela. Uau!
Ele era muito bonito!
Mamãe retribuiu com um sorriso sedutor que eu nunca tive a possibilidade de presenciar.
Ela não tinha os traços tão bonitos quanto os dele, mas havia uma aura de beleza, uma
energia pulsante ao redor do seu corpo que parecia sugar qualquer um para seu campo
gravitacional, quase um ímã. E o olhar apaixonado de papai confirmava o que eu acabava de
visualizar. Olhar vidrado. Olhar de entrega. Olhar de amor. No instante seguinte ele caminhava
em nossa direção e abaixava-se ao encontro dela. Seus faiscantes olhos azuis piscando dentro
dos negros de mamãe, o sorriso afetuoso estampado em seu rosto.
— Você nunca se esquece, Pequena — sussurrou ele, acariciando o rosto de mamãe.
“Pequena”?
— Como poderia esquecer? — ela sorriu um sorriso de cumplicidade. — Há três anos
não faço outro. Não sei como você não enjoa.
Sem deixar de sorrir, papai franziu a testa e meneou a cabeça.
— Como nunca enjoarei de vocês. Nunca.
— Sei. — Sem conseguir disfarçar a felicidade estampada em sua face, Stela mordiscou
o lábio e o puxou pela gola da camisa para bem junto dela. — Se você quiser, eu posso fazer
muitas outras coisas para você.
Papai parecia ser um sujeito envergonhado, pois, apesar de demonstrar evidente
satisfação com aquele gesto, arregalou os olhos e se esquivou do beijo apaixonado de
mamãe.
— Ôoo! — gargalhou ele, abraçando-a repentinamente por trás. — Quem é que não tem
noção do perigo por aqui, hein?
Mamãe se afundou no abraço dele e começou a rir com vontade. Ingênua e feliz, me
joguei para junto dos dois.
— Calma aí, mocinha! O que é isso? — Papai brincava, imitando os trejeitos do vilão de
um desenho animado a que eu costumava assistir. — Um exército contra mim? Pequena e
Pequenina unindo forças? Não sei se conseguirei suportar. Não tenho forças para lutar contra
as duas ao mesmo tempo! — retrucou gargalhando enquanto se defendia de meus infantis
golpes de karatê e nos envolvia com seus braços enormes.
Assistindo à cena de longe, senti uma lágrima rolar por minha bochecha e um nó de
emoção se formar em minha garganta. Minha mãe havia sido feliz um dia. A frase de Kaller
reverberava em minha mente e me angustiava a alma: “No momento em que você nasceu, a
vida dela acabou, Nina. Ela vivia apenas para manter você viva.”
De repente um chamado intruso e um movimento brusco em resposta. Mais rápido que
um raio, papai desvencilhou-se de mim e de mamãe, deu um salto incrível e avançou como um
bicho para cima de um vendedor ambulante. Quando dei por mim, ele o suspendia no ar. Seu
semblante feliz havia desaparecido e se transformado no de um animal em sua extrema fúria.
— Calma, moço! — implorou o sujeito que oferecia seus serviços de fotografia. Preso
pelo pescoço, papai o mantinha suspenso no ar com uma facilidade assustadora. O homem
remexia as pernas e seu rosto vermelho dava sinais de início de sufocamento. — M-Me solta!
— Solte-o! — mamãe pediu apavorada, intercedendo em favor do pobre sujeito. Papai
parecia transtornado e mantinha os olhos fechados durante todo o tempo. — Você vai matá-lo!
— Ela implorava, mas papai estava irredutível.
— O que é isso? — papai reabriu minimamente os olhos e, com violência, puxou a
câmera mega antiquada. — Como se aproximou tão rápido?
— Isso é uma máquina fotográfica, moço! — O ambulante gemia. — E eu não me
aproximei tão rápido assim. Vocês é que estavam distraídos.
— Nada de fotos! Maldição! Como me deixei ser pego de surpresa assim? — Papai
parecia inconformado consigo mesmo e começou a apertar ainda mais o pescoço do
ambulante.
— M-Me larga, moço.
— Solte-o! Você não pode fazer isso com todo mundo que se aproximar de nós! —
Mamãe gritava agora: — Será que não percebe que está nos fazendo mal? Por sua causa
estou ficando cheias de neuras, com medo da minha própria sombra!
— Por minha causa? — papai murmurou e, após balançar a cabeça, finalmente soltou o
infeliz.
— Cristo! — reclamou o sujeito esfregando o pescoço assim que conseguiu tragar uma
golfada de ar. — Você é louco?
— Vá embora, moço — ordenou mamãe fitando papai com severidade.
— A senhora não quer ficar com ela? — O sujeito não devia bater bem das faculdades
mentais. Ele ainda tinha a audácia de tentar vender a fotografia em meio àquela confusão?
Sorri intimamente. Mamãe havia dado um jeito de reaver aquela fotografia!
— Vá embora! — rugiu ela para o fotógrafo antes de se voltar para o papai: — Você
está ficando paranoico e não pode fazer isso conosco também, ouviu?
— Tudo que faço é para protegê-las, você sabe. — A voz dele saiu rouca.
— Eu sei — mamãe olhou para mim e liberou um suspiro. — Mas está começando a
passar dos limites.
— Não existem limites para os meus, Stela. Você sabe disso melhor que ninguém. —
Mamãe não respondeu, mas ficou com o semblante pesaroso. Papai parecia convicto de suas
ações. — Qualquer cuidado é pouco e vocês duas são preciosas demais para mim. Não posso
sequer imaginar perdê-las.
— Você não vai nos perder. Está exagerando como sempre — murmurou ela que, após
estudar papai por um instante, perguntou: — O que você está escondendo de mim?
— Sou tão óbvio assim?
Mamãe era esperta.
— O herdeiro de Windston...
Herdeiro de Windston? Ele estava falando sobre Dale, meu suposto pai?!
— O que tem ele?
— Perdi seu rastro.
A cor foi varrida do rosto de mamãe.
— Há quanto tempo? — balbuciou ela, vindo em minha direção. Stela queria bancar a
durona, mas senti suas mãos tremerem ao me colocar no colo.
— Quatro dias. — Os ombros de papai se curvaram. — Não quis te preocupar.
O Central Park perdeu o som e era possível tocar o silêncio aterrador que nos envolvia.
— Não estou preocupada — afirmou mamãe sem encará-lo. — Ele não nos faria mal e
me sinto segura aqui.
— Nenhum lugar é seguro enquanto eu não recuperar as pegadas dele, Stela — rebateu
papai de maneira rude. Seus olhos azuis chegaram a queimar. — Pare de se enganar! Não
enxerga que Dale enlouqueceu?
— Pare você de me deixar neurótica! — retrucou mamãe supernervosa. — Ele não vai
fazer nenhum mal a Nina!
— Dale pode fazer qualquer coisa, Stela! Ele enlouqueceu!
— Céus! Ele não é como você diz, afinal ele é o pai dela e...
— Eu sou o pai dela, Stela! — ele a interrompeu. Havia uma pitada de amargura em sua
voz.
Mamãe fechou os olhos com força e, em seguida, abriu um sorriso triste.
— Claro, meu amor. Você é o melhor pai que Nina poderia ter, Ismael. E é isso o que
vale.
Ismael???
— Venha. Vamos comer.
— E a flor do meu castelo, papai? — inquiri, pulando do colo de mamãe e me jogando
nos musculosos braços do homem que eu chamava de pai.
— Vou buscar agora mesmo, Pequenina. Agora mesmo — murmurou gentil, dando um
beijo delicado em minha bochecha e me abraçando com vontade. O abraço foi tão real, que
meu peito estufou, como se eu pudesse sentir na pele o bem-estar que ele me proporcionava.
Se Dale era mesmo o meu pai, então quem era aquele homem?
Quem era Ismael?
Oração do dia 28 Palavras para receber a orientação de Deus.
Oração do dia 28
Palavras para receber a orientação de Deus.
Confio na força divina que atua através de mim. Confio na sabedoria que age no meu interior. Esta sabedoria não é minha, mas também não é algo separado de mim. Ela é proveniente de Deus que vive em meu interior. Minha alma está unida a Deus e resplandece. Sou um ser pleno de luz. Meu consciente não percebe isso, mas o ser onisciente está presente em mim. Desejo sinceramente uma orientação a respeito da questão que estou enfrentando. Sei que posso ser atendido. Recebo orientação quanto à melhor medida a tomar. Neste momento, a sabedoria do Universo está colocando a sua criatividade em ação para me orientar. Agradeço a Deus por atender ao meu pedido. Deus escolhe o momento adequado e me ensina o melhor modo de proceder. Agradeço a Deus que se aloja em mim e me orienta sempre.
sexta-feira, 27 de abril de 2018
62 - Pais - Mestres, Não Pregadores: Quando você precisa ensinar seus filhos - HE HE YOD
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REFLEXÂO:
Quando compartilhamos os ensinamentos e as ferramentas da Cabala com nossos filhos, uma Luz incrível é revelada em nossas próprias vidas, nas vidas dos nossos familiares e ao redor do mundo.
Embora participemos do ato de trazer nossos filhos ao mundo, devemos lembrar que eles não são nossos, mas sim presentes que nos foram dados pelo Criador para nos propiciar uma oportunidade de compartilhar, crescer e nos tornar pessoas mais bondosas e tolerantes.
Nossos filhos nos dão uma oportunidade de ser a Luz e de espalhar a Luz. Em resumo, precisamos nos tornar sábios professores e não ruidosos pregadores!
Em vez de tentar pregar a verdade ou legislar sabedoria, pessoas iluminadas sabem que devem viver a verdade.
Uma pessoa que foi tocada pela Luz, inatamente sabe que deve se tornar a corporificação do seu poder.
Desta forma, como velas, devemos permitir que o brilho de nossos pensamentos e ações aqueça e ilumine nossos filhos.
Assim, as mudanças em nossas próprias vidas se tornam exemplos e inspirações para eles seguirem.
AÇÂO:
Deseje compartilha esta sabedoria com seus filhos, de forma carinhosa, respeitosa e altruísta!
O pregador dentro de você é silenciado.
O mestre reluz em todas as suas ações.
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Minutos de Sabedoria 180
Minutos de Sabedoria
180
'Se alguém diz que ama a Deus, mas não ama a seu semelhante, é mentiroso'. Isto foi escrito pelo apóstolo São João, e expressa uma grande verdade. Deus está dentro de todas as criaturas. Então, se temos raiva de alguém, isto atinge o próprio Deus que nele habita. Demonstraremos nosso Amor a Deus, que não vemos, sabendo amar as criaturas que vemos e que vivem em torno de nós.
Carlos Torres Pastorino
Seicho-No-Ie do Brasil - Mensagem Diária
Seicho-No-Ie do Brasil - Mensagem Diária
ELOGIE-LHE OS PONTOS POSITIVOS, E SEU FILHO HÁ DE MELHORAR INFALIVELMENTE.
Sem perceber, os pais se atêm aos “pontos negativos” do filho e tentam corrigi-lo, ao invés de reconhecer os “pontos positivos” (qualidades). Mas neste mundo existe um princípio segundo o qual “manifesta-se aquilo que mentalizamos”. Assim, se observamos os pontos negativos, eles se ampliam. Devemos, portanto, fazer o possível para observar os “pontos positivos”, e nunca proferir palavras que enfatizem os “pontos negativos”.
27º Dia do Mês
27º Dia do Mês
1. No 27º dia do mês fazer o mesmo enfoque no nono dia, juntamente com o
aditamento de um desenvolvimento contínuo a cada elemento que você está
trabalhando.
2. Dígitos para Concentração
* Concentre-se intensamente na sequência de sete números: 1854342
* Concentre-se intensamente na sequência de nove números: 185431201
3. Ajudar aqueles que precisam de ajuda e ajudar aqueles que precisam de nenhuma
ajuda. Sirva-se, quando você precisar de ajuda e ajude a si mesmo quando você não
precisa de ajuda. Contemple a palavra "ajuda" no seu sentido mais amplo e contemple
a "bondade", como a personificação da ajuda. Ter um "bom coração" e ajudar um ao
outro. Você é o Criador e traz ajuda.
Cada ato de sua criação também traz ajuda para você. Tudo o que você criou é
também uma ajuda para você. Você tem um número infinito de ajudantes, assim como
você ajudar os outros sem fim. Você está em uma conexão comum com todos. Você
sempre ajudar a todos e todo mundo sempre te ajuda.
Trazer a sociedade para a prosperidade através de suas relações mútuas e ajuda mútua.
Dar felicidade a todos e você vai encontrar-se em um mundo de harmonia comum,
onde Deus é o Criador de tudo ao seu redor que foi criado. Tudo o que você criou e
tudo criado é a encarnação de Deus.
No momento em que receberam vida eterna, a encarnação de Deus como seu Criador
é revelado em sua alma através de uma verdadeira compreensão do papel do mundo
em seu auto-desenvolvimento. A eternidade da vida é a eternidade do Criador.
A fim de poder viver para sempre, você deve criar em eternidade e restaurar-se até a
eternidade. Você não precisa fazer nada em particular, a fim de estar sempre criando,
por que já foram criados para a eternidade para ser criadores eternos. Aja de tal
maneira que cada um de seus pensamentos, seus movimentos e suas ações criam a
eternidade.
92 - Louise Hay
92- “Pago as minhas contas com amor e alegro-me ao preencher
cada cheque. A abundância flui livremente através de mim.”
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